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Mundo redescobre dívida colossal dos EUA, e risco de crise começa a preocupar

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Mundo redescobre dívida colossal dos EUA, e risco de crise começa a preocupar

A era dos juros baixos acabou.

A ressaca econômica está apenas começando.

Os juros da dívida de longo prazo do governo americano atingiram o maior patamar em quase 20 anos na semana passada, e os rendimentos dos títulos soberanos também sobem em outras partes do mundo.

Uma intervenção do Departamento do Tesouro na quarta-feira interrompeu apenas fugazmente a alta das taxas, que já encareceu o crédito para compradores de imóveis, empresas e para o próprio governo federal.

Diferentes forças empurram os juros para cima.

A inflação persistente é agravada pela guerra com o Irã, e há dúvidas sobre quanta energia o Federal Reserve empregará para contê-la.

Soma-se a isso o endividamento agressivo das empresas de inteligência artificial e a expectativa de que o boom da IA produza um crescimento econômico mais acelerado adiante, além das preocupações que se acumulam há tempos com a capacidade do governo federal de administrar um endividamento crescente, que nesta semana ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez .

Para além das explicações pontuais, economistas afirmam que os juros mais altos representam, de certa forma, um retorno a um período mais normal.

A verdadeira anomalia, dizem eles, foram as quase duas décadas de juros ultrabaixos que se seguiram à crise financeira global de 2008.

A taxa média das hipotecas de 30 anos com juros fixos passou mais de uma década abaixo de 5%, e os juros de curto prazo ficaram perto de zero por anos.

Mesmo agora, os rendimentos dos títulos permanecem baixos para os padrões históricos, sobretudo em termos reais.

“Os juros das últimas duas décadas foram excepcionalmente baixos para os padrões históricos, e agora desfizemos essa queda”, disse Douglas W.

Elmendorf, economista da Universidade Harvard que dirigiu o Escritório de Orçamento do Congresso nos anos posteriores à crise financeira.

“Voltamos a um nível que, na verdade, parecia bem baixo quando o encontramos 20 anos atrás.” A economia americana, porém, é muito diferente da que existia na última vez em que as taxas estiveram nesse patamar.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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