Boicote da Uefa e prêmios em dinheiro podem marcar sorteio da Copa do Mundo Feminina de 2027 no RJ
A Fifa confirmou que o sorteio da Copa do Mundo Feminina 2027 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 11 de dezembro, mas ainda enfrenta ameaça de boicote ao evento por parte de países da Uefa.
O evento definirá os oito grupos da competição e permitirá à entidade finalizar a tabela de jogos , distribuindo as partidas entre as oito cidades-sede.
A expectativa é de mais de mil convidados, incluindo delegações das seleções já classificadas e das que disputarão a repescagem em fevereiro.
O torneio está programado para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho, com 64 jogos em Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Segundo a Fifa, mais de 800 mil pessoas já se cadastraram para receber informações sobre ingressos e 95 mil demonstraram interesse em atuar como voluntárias.
Prêmios Gianni Infantino, presidente da Fifa, que enfrenta forte oposição, declarou que a meta é alcançar US$ 1 bilhão em receita com a Copa do Mundo Feminina 2027, quase o dobro dos US$ 570 milhões obtidos na edição de 2023, na Austrália e Nova Zelândia.
Além disso, o dirigente prometeu equiparar os valores de premiação entre as Copas do Mundo Masculina 2026 e Copa do Mundo Feminina 2027.
O torneio masculino distribuiu US$ 655 milhões, mas o valor para a competição no Brasil ainda não foi anunciado.
LEIA MAIS: Seleção brasileira feminina atinge 3,1 milhões de seguidores no Instagram e vira líder global LEIA MAIS: Visa acredita que Copa Feminina 2027 no Brasil deve potencializar geração de novos negócios Controvérsias A gestão comercial do futebol feminino pela Fifa tem enfrentado dificuldades.
Antes da Copa do Mundo Feminina 2023, Infantino ameaçou bloquear transmissões nos principais mercados europeus, alegando ofertas insuficientes pelos direitos de mídia.
O acordo com a União Europeia de Radiodifusão (EBU, na sigla em inglês) foi fechado apenas semanas antes do início do torneio.
Outro episódio foi a desistência da Visit Saudi como patrocinadora, após críticas de jogadoras e organizadores australianos sobre o histórico da Arábia Saudita em relação aos direitos das mulheres.
Na época, Infantino minimizou a polêmica.
Brasil O Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do Mundo Feminina 2027 ao vencer a candidatura conjunta de Bélgica, Holanda e Alemanha por 119 votos a 78, tornando-se o primeiro país da América do Sul a receber o torneio.
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