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EUA começam a enviar funcionários de volta às embaixadas no Oriente Médio após retirada por conflito com Irã, dizem fontes

UOL Notícias ·
EUA começam a enviar funcionários de volta às embaixadas no Oriente Médio após retirada por conflito com Irã, dizem fontes

25 Ago (Reuters) - Os Estados Unidos estão começando a enviar pessoal de volta a algumas missões diplomáticas no Oriente Médio que ​haviam sido esvaziadas ou reduzidas em ​meio às tensões com o Irã, disseram à Reuters duas pessoas a par do assunto.

Os postos no Líbano, em Israel, na Arábia Saudita e em ​Bagdá, no Iraque, estão ⁠entre aqueles ​para os quais o pessoal retornará, segundo as ⁠fontes. Os familiares também terão permissão ​para retornar ao posto diplomático dos EUA em Riad, acrescentaram.

A medida sugere que Washington vê um risco menor de que ‌o conflito com o Irã se ‌agrave no ​curto prazo, embora algumas embaixadas operem inicialmente abaixo da capacidade total.

Algumas embaixadas funcionarão inicialmente com no máximo 85% do efetivo autorizado, ‌disseram as fontes.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse à Reuters, em comunicado enviado por email, que o departamento analisa continuamente a situação de segurança de suas missões diplomáticas em todo o mundo e ajusta os níveis de pessoal com base em suas avaliações mais recentes.

As decisões sobre o quadro de funcionários são orientadas pelas condições de ‌segurança em constante evolução, sendo que a segurança dos funcionários e de suas famílias continua sendo a prioridade, ao mesmo tempo ​em que se promove os objetivos da política externa dos EUA, disse o porta-voz.

O “New York Times” ‌havia noticiado anteriormente que o retorno dos diplomatas e a flexibilização das medidas de emergência nas missões dos EUA na região poderiam ‌começar já nesta semana.

O jornal, ‌citando um documento interno, informou que também se espera que as embaixadas na Jordânia, Omã, ⁠Kuwait e Catar restabeleçam níveis mais elevados de pessoal.

As embaixadas dos EUA em Israel, Jordânia e Omã voltariam, por fim, a contar com o quadro completo de funcionários, enquanto as missões nos Emirados Árabes Unidos, ​na Arábia Saudita, ​no Catar e no Líbano teriam, inicialmente, um limite de 85% do quadro de funcionários. Os postos no Iraque, no Kuwait e no Barein ficariam limitados a 75%, acrescentou o jornal.

As reduções de pessoal começaram em fevereiro, quando Washington autorizou a saída voluntária de funcionários não essenciais e de seus familiares de Israel em ⁠meio às tensões com o Irã.

(Reportagem de Bipasha Dey e Abu Sultan, ​em Bengaluru, e Humeyra Pamuk, em Washington)

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