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Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno

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Fundos imobiliários sentem mudança de humor dos mercados com vitória de Lula e devolvem todo ganho desde o 1º turno

FIIs devolvem ganhos após eleições e alta dos juros futuros. Veja o que analistas esperam para o setor

Ressaca eleitoral, juros em disparada e uma bolsa que precisou acionar o circuit breaker . A segunda-feira (26) está turbulenta para o mercado financeiro brasileiro após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

E os fundos imobiliários não passaram ilesos. O IFIX , principal índice de FIIs da B3, chegou a cair mais de 8% durante o início do pregão, aos 3.665 pontos , devolvendo os ganhos que havia acumulado desde o primeiro turno das eleições, que somavam cerca de 6%.

Naquele momento, parte do mercado apostava na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), visto por investidores como um candidato mais alinhado a uma agenda de ajuste fiscal.

Segundo analistas consultados pela reportagem, a resposta para a queda dos fundos imobiliários passa, principalmente, pela curva de juros , especialmente a futura.

Quando as taxas recuam, os fundos imobiliários tendem a ganhar atratividade. Quando sobem, o movimento costuma ser o inverso.

É o que acontece nesta segunda-feira. Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) longos, com vencimentos a partir de 2029, avançaram mais de 15% em determinados momentos.

A turbulência também atinge o mercado acionário. Às 10h03, as negociações do Ibovespa (IBOV) foram suspensas após o acionamento do circuit breaker , mecanismo que interrompe as negociações com o objetivo de evitar uma forte derrocada na B3.

O “botão do pânico” é disparado quando o principal índice da bolsa brasileira registra queda de ou superior a 10%, o que causa uma interrupção nas negociações por 30 minutos.

“Quando os juros futuros caíram muito após resultado do primeiro turno [com Flávio Bolsonaro à frente], os FIIs subiram bastante. É uma correlação que a gente chama de negativa. A gente está vendo os juros futuros subindo bastante hoje e, consequentemente, os fundos imobiliários caindo também”, explicou Marcos Baroni , analista da Suno , ao Seu Dinheiro.

O movimento de hoje, contudo, já era esperado, de acordo com Caio Nabuco de Araujo , analista da Empiricus Research . Para ele, a continuidade do governo Lula mantém as preocupações com a trajetória fiscal brasileira no médio e longo prazo, especialmente diante do histórico recente de expansão dos gastos públicos.

“A reeleição presidencial provoca uma reprecificação dos ativos domésticos e pressiona as cotas dos fundos imobiliários, especialmente os de tijolo, após a valorização recente [de 6,8% no mês]”, afirmou.

Com isso, segundo o especialista, era esperada uma abertura mais intensa das taxas de juros futuras, acompanhada de pressão sobre a bolsa brasileira e o câmbio, o que se concretizou.

“Nesse contexto, esperamos que a volatilidade permaneça elevada ao longo dos próximos pregões, à medida que os investidores ajustam suas expectativas para a condução da política econômica”, disse Araujo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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