segunda-feira, 26 de outubro de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Com eleição, dólar tem maior alta desde 1999 e Ibovespa despenca 14%

UOL Economia ·
Com eleição, dólar tem maior alta desde 1999 e Ibovespa despenca 14%

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (26) em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403, no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foi a maior valorização diária da moeda americana desde janeiro de 1999. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, recuava 14,01%, aos 176.357 pontos, por volta das 17h, ainda sem ter fechado definitivo.

Se confirmado, o resultado representará a maior queda diária do Ibovespa desde 12 de março de 2020, quando o índice perdeu 14,78% em meio ao avanço da pandemia de covid-19. A valorização do dólar superou os 8,15% registrados em 18 de maio de 2017, após as denúncias envolvendo o então presidente Michel Temer.

Resultado eleitoral provocou reversão das apostas dos investidores. Segundo Maria Carolina Luchesi, analista de investimentos da Hike Capital, o mercado desfez posições montadas após o primeiro turno, quando havia expectativa de mudança de governo. Com a reeleição de Lula, investidores passaram a exigir uma remuneração maior para assumir riscos no Brasil, de olho no cenário fiscal.

Dólar chegou a superar R$ 5,60 durante o pregão. A moeda americana atingiu R$ 5,605 na máxima do dia, antes de reduzir os ganhos. Na mínima, foi negociada a R$ 5,392. Na sexta-feira (23), havia encerrado a R$ 4,993.

Bolsa teve negociações interrompidas pela primeira vez desde 2020. A intensidade das vendas levou a B3 a acionar o circuit breaker pela manhã, mecanismo que suspende temporariamente as operações quando o Ibovespa atinge determinados limites de queda. Foi a primeira interrupção desse tipo desde março de 2020.

Ibovespa devolveu toda a valorização acumulada após o primeiro turno. O índice voltou a operar abaixo dos cerca de 192 mil pontos registrados em 2 de outubro, último pregão antes da primeira votação. O dólar, por sua vez, terminou acima dos aproximadamente R$ 5,22 daquela data.

Juros futuros dispararam com a piora das expectativas fiscais. O contrato de DI para janeiro de 2033 indicava taxa de 15,240% ao ano às 16h45, ante 12,650% no fechamento anterior, avanço de 2,59 pontos percentuais. Esses contratos refletem as expectativas dos investidores para os juros brasileiros nos próximos anos.

Juros mais altos pressionaram empresas endividadas e dependentes do consumo. Taxas elevadas encarecem o crédito e aumentam as despesas financeiras das companhias. Varejistas e construtoras também são afetadas pelo financiamento mais caro, que pode reduzir as compras de produtos e imóveis.

Magazine Luiza liderava as perdas do Ibovespa. As ações ordinárias da companhia (MGLU3) recuavam 58,16%. Também registravam fortes quedas Vamos (VAMO3), com baixa de 56,01%; Hapvida (HAPV3), com perda de 54,47%; C&A (CEAB3), com recuo de 47,40%; e Cosan (CSAN3), com desvalorização de 45,38%.

Bancos também contribuíram para a queda da Bolsa. Segundo Luchesi, o setor concentrou parte das apostas feitas após o primeiro turno e reúne ações com elevada liquidez, que podem ser vendidas rapidamente quando investidores estrangeiros reduzem a exposição ao Brasil. As ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) recuavam 14,06%.

Construtoras de baixa renda podem apresentar maior resistência .

Ler a notícia completa no UOL Economia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

Este assunto em outros veículos

Mais de UOL Economia

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›