“Tive um júri e não pude participar”, disse corretora condenada no ES
“Eu peguei 26 anos sem poder participar do júri. Estou na cadeia e não pude falar”. Foi o que relatou a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira durante sua audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (12).
Pelo atropelamento e morte da ciclista Luísa da Silva Lopes, ela foi sentenciada a uma pena privativa de liberdade de 28 anos e dez meses , sendo 26 anos e dez meses de reclusão, 2 anos de detenção e 10 dias-multa.
A audiência de custódia, conduzida pelo juiz Enéas Miranda, tinha o objetivo de analisar a prisão, realizada na noite do último dia 6, logo após a sessão do júri popular. A ré foi detida em sua residência, onde acompanhava a sessão por videoconferência.
Adriana aproveitou a ocasião para fazer um desabafo, informando ao magistrado que não teve a oportunidade de se manifestar durante o seu julgamento. O vídeo acima traz algumas partes do que foi dito por ela.
“Eu estava dentro de casa, participando de um júri pelo computador. Não pude participar, mas eu queria participar. Fui no primeiro dia, mas o juiz e o advogado falaram para eu ir embora”, disse.
No segundo dia do júri, data de seu interrogatório, ela reafirmou que foi impedida de falar. Na ocasião, o magistrado que conduzia o Tribunal do Júri, Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, perguntou se ela gostaria de se manifestar. Na imagem exibida ao plenário, ao lado de sua advogada, ela informou que ficaria em silêncio.
Na audiência de custódia, ela pediu ajuda para ser ouvida, assinalando que não teve culpa no atropelamento, que não viu Luísa atravessar a via, e que não estava alcoolizada.
Acrescentou que prestou socorro, chamando o atendimento médico. “Eu prestei socorro. Ela não morreu sozinha, eu estava lá o tempo todo”, disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.agazeta.com.br — o conteúdo pertence a A Gazeta (ES).