Analistas: Copom mantém tom cauteloso, mas há chance de novo corte da Selic
Não há unanimidade entre os analistas, mas a maioria dos técnicos não descarta a possibilidade de mais um corte da taxa básica de juros do país, a Selic, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária ( Copom ) do Banco Central ( BC ), em novembro.
Ou seja, a porta para uma nova redução não está escancarada, mas também não de longe foi trancada.
Nesta quarta-feira (16/9), o Copom anunciou uma nova baixa de 0,25 ponto percentual da Selic , que passou de 14% para 13,75% ao ano.
De acordo com o último relatório Focus, a pesquisa semanal feita pelo BC com economistas do mercado, taxa deve terminar este ano justamente neste patamar: 13,75%.
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“Em agosto (mês do comunicado anterior), o Copom escreveu que a atividade apresentava ‘sinais mistos’, ou seja, alguns setores desaceleravam e outros não”, diz.
“Agora, o discurso ficou mais firme.
O Comitê afirma que os dados já ‘mostram’ essa desaceleração, e não apenas a ‘sugerem’.
Além disso, aponta com clareza onde isso ocorre: nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico.” Além disso, destaca Saadia: “Adicionalmente, em agosto, o comunicado mencionou que a inflação ainda estava acima do teto da meta e apenas os núcleos caíram abaixo desse limite”, afirma.
“Agora, tanto a inflação cheia quanto os núcleos estão abaixo do teto.
Trata-se do registro de um progresso incremental desde a última reunião, o que dá suporte à continuidade dos cortes.” Rafaela Vitória, do Banco Inter, também projeta uma nova redução.
“A Selic ainda se encontra em patamar bastante restritivo e o Copom pode seguir com o processo de calibração da política monetária, iniciado em março”, afirma.
“Com a atividade perdendo força, como, por exemplo, o IBC-Br de julho divulgado hoje em -0,2%, o caminho para um novo corte de 0,25 p.p. nos parece ser o mais provável.
Além disso, as projeções de inflação do BC seguem estáveis em 3,2% para o horizonte relevante da política monetária, não indicando deterioração no cenário.” Para Augusto Parente, da AW Capital, o BC aguarda definições em relação ao choque de oferta do petróleo e seus derivados como resultado da guerra no Oriente Médio.
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