Vereadores dão 72 horas para a Prefeitura apresentar plano para tapa-buracos
A Câmara Municipal de Campo Grande entregou nesta terça-feira (27) ao secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, um plano emergencial para a recuperação das ruas da Capital.
O documento propõe prazos para que a Prefeitura apresente equipes, prioridades e um cronograma de atendimento, além de divulgar informações sobre os reparos e os gastos.
A entrega ocorreu durante a sabatina do secretário na sessão ordinária, após convocação aprovada pelos vereadores.
O plano foi formalizado pelo presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), e inclui medidas para o período de chuvas e propostas de fiscalização da qualidade do asfalto.
“É um pedido, uma exigência do Legislativo para que tenha sintonia com o que está sendo executado e transparência pela fiscalização parlamentar.
O que aconteceu hoje é a prerrogativa do parlamento em fiscalizar o Executivo”, afirmou Papy.
Após receber o documento, Brandão disse que vai analisar as propostas com a equipe técnica e conversar com o presidente da Câmara sobre a forma de atender às solicitações.
O secretário não anunciou, durante a entrevista, se cumprirá os prazos sugeridos pelos vereadores.
“Agora, recebo o documento oficialmente, vou analisar junto com a equipe técnica e, na sequência, de hoje para amanhã, quero discutir com o presidente como a gente vai operacionalizar isso, para poder disponibilizar as informações que estão sendo solicitadas aqui”, disse o titular da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos).
O primeiro prazo previsto no plano é de 72 horas para que a Sisep apresente um planejamento emergencial de manutenção viária, com os responsáveis, as equipes disponíveis e as prioridades iniciais.
Em até sete dias, a proposta é publicar um mapa com a localização dos pontos críticos, as equipes mobilizadas e o cronograma de atendimento.
O documento também sugere trabalho aos fins de semana e à noite, quando houver condições técnicas.
Já em 15 dias, a Câmara cobra um balanço dos serviços executados, com localização, quantidade de reparos, fotografias e custos.
Em 30 dias, o Executivo deveria apresentar uma avaliação das metas, das pendências e um plano de recuperação para os meses seguintes.
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