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Justiça mantém prisão de entregadores suspeitos de matar ciclista no Rio

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Justiça mantém prisão de entregadores suspeitos de matar ciclista no Rio

A Justiça do Rio de Janeiro manteve hoje a prisão temporária dos entregadores Ailton José da Silva e Felipe Eduardo dos Santos, detidos por envolvimento nas agressões que resultaram na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro, após supostamente confundi-lo com um ladrão. Ontem (23), também foram mantidas as prisões dos seguranças Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado.

Justiça manteve prisão temporária de entregadores envolvidos em agressão. Felipe Eduardo confessou a participação no espancamento em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro . Último a se apresentar, Ailton José se manteve calado em depoimento. Eles passaram hoje por audiência de custódia.

Seguranças presos por envolvimento nas agressões também permanecem detidos. Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado tiveram a prisão mantida ontem.

Polícia ainda tenta identificar quinto envolvido no linchamento do ciclista. Ele aparece em imagens da agressão captadas por câmeras de segurança. O suspeito ainda não identificado é aquele que aparece e dá um chute na cabeça da vítima.

Investigações apontam que o ciclista foi vítima de um homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras pela morte de Cláudio Rafael são: motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e meio cruel.

Advogado da família de vítima pede a individualização das condutas. Bryan Rojtenberg diz esperar que o encerramento do inquérito policial leve à conversão das prisões temporárias em preventivas.

Nossa expectativa é de que a investigação avance com rigor, responsabilidade e dentro do devido processo legal, permitindo que o Ministério Público forme sua convicção e, sendo o caso, ofereça a denúncia. Bryan Rojtenberg, advogado da família de Cláudio Rafael Landeiro

Ciclista Cláudio Rafael Landeiro morreu em 11 de agosto após sofrer traumatismo craniano e hemorragia interna decorrentes das agressões. Ele chegou a ser levado com costelas quebradas ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu.

Polícia apura se a divulgação de vídeos de espancamento nas redes sociais incentivou o crime. O delegado Ângelo Lages informou que não há indícios de ligação dos agressores com grupos de "justiceiros" de Copacabana.

Mãe de Cláudio, Ana Luísa Motta, desabafou emocionada sobre o assassinato do filho. "Ele saiu de casa para ser morto, espancaram até a morte. Ele não é um bandido. Quem fez mal ao meu filho não ficará impune", disse ela.

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