Surpresa com condomínio é a principal dor de cabeça após entrega das chaves, diz pesquisa
Depois de finalmente conseguir pegar as chaves da casa própria, muitos compradores são surpreendidos pelo custo das taxas condominiais.
Na Assembleia Geral de Instalação (AGI), momento em que o condomínio é formalmente estabelecido, o valor da cota condominial desponta como o principal foco de atrito (65%).
O tema supera reclamações sobre atraso, vistoria ou entrega da obra (60%), e a escolha do síndico (53%).
Taxa de condomínio já compromete mais de 50% do salário mínimo; veja valores por região Imóvel de R$ 600 mil: quanto custa financiar com o novo Minha Casa, Minha Vida? Imóvel de R$ 300 mil: quanto custa financiar com o novo Minha Casa Minha Vida? Os dados constam em uma pesquisa do Grupo Superlógica, plataforma de soluções para o mercado imobiliário, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e conduzida pela Brandwagon.
O levantamento ouviu 53 das 96 grandes incorporadoras associadas à entidade.
Por outro lado, na hora de escolher ou indicar uma administradora, as incorporadoras têm valorizado critérios operacionais acima do custo: estrutura e processos internos despontam entre quase todos os entrevistados (98%), seguido de atendimento ao cliente, reputação no mercado, tecnologia e canais digitais (95%).
O preço ou a taxa cobrada pela administração foi citado como fator determinante por 60% dos entrevistados.
Veja a renda necessária para financiar imóvel em bairros de São Paulo O estudo mostra que 33% das incorporadoras estimam ou validam o valor do condomínio apenas no dia da AGI, o que aumenta o risco de surpresa e desgaste com os novos moradores.
Ao mesmo tempo, 80% dos executivos consultados consideram a atuação da administradora crucial para a satisfação dos condôminos no período pós-entrega e defendem que ela comece a trabalhar bem antes.
Atualmente, em 44% das empresas participantes da pesquisa, esse envolvimento só tem início até três meses antes da entrega, enquanto em outros casos a entrada ocorre na própria AGI ou após a conclusão das obras.
No entanto, quando questionados sobre o modelo ideal, 80% dos respondentes defendem que a administradora participe ao menos três meses antes da entrega das chaves, e 34% avaliam que essa atuação deveria começar logo na concepção do projeto.
“Quem entra cedo participa de definições importantes e chega à entrega com o condomínio organizado.
Quem entra às vésperas da AGI recebe decisões tomadas por terceiros e precisa responder por elas”, comenta Talita Zampieri, diretora de marketing do Grupo Superlógica.
Para os entrevistados, antecipar essa atuação contribui para organizar melhor a implantação do condomínio, dar mais previsibilidade ao orçamento inicial e reduzir atritos na transição para a operação do empreendimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.