Dólar tem maior queda semanal pós-1º turno desde criação do real
O dólar à vista encerrou a sessão desta sexta-feira em queda firme, com os agentes financeiros reduzindo o prêmio de risco dos ativos brasileiros diante da possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se eleger presidente na eleição deste ano.
Diante da euforia desta semana, o dólar saiu do patamar de R$ 5,21 na sexta-feira passada para R$ 4,98 no pregão de hoje, em recuo semanal de 4,43%, a maior depreciação da moeda americana frente à divisa brasileira após um primeiro turno de disputa presidencial desde que o real foi adotado em 1994.
Todo esse otimismo, no entanto, vem sendo ponderado, com operadores vendo espaço para um ajuste, já que ainda não há clareza sobre o plano fiscal do senador.
Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista teve queda de 0,79%, cotado a R$ 4,9845, enquanto o euro comercial recuou 0,92%, a R$ 5,5821.
No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,09%, aos 102,227 pontos.
Hoje, o real apresentou o segundo melhor desempenho entre as 33 moedas mais líquidas, atrás apenas do peso colombiano.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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