Bocalom minimiza pesquisas, descarta apoio no 2° turno e diz: “vamos ganhar no 1° turno”
O candidato ao governo do Acre pelo PSDB, Tião Bocalom, afirmou nesta quinta-feira, 27, que não está preocupado com as pesquisas eleitorais que o colocam em terceiro lugar na disputa pelo Palácio Rio Branco.
Questionado sobre o impacto dos levantamentos em sua campanha e se já havia considerado apoiar outro candidato em um eventual segundo turno, Bocalom rejeitou a possibilidade e disse acreditar que vencerá a eleição ainda no primeiro turno.
O tucano afirmou que sua trajetória política é marcada por campanhas nas quais começou atrás nas pesquisas e conseguiu reverter o cenário nas urnas. Ele citou disputas anteriores para sustentar que não utiliza os levantamentos como principal parâmetro para medir sua força eleitoral.
“Se eu fosse olhar para pesquisa, Luiz, 2010, eu tinha ficado longe, não era nem candidato. Eu tinha uma eleição de deputado federal tranquila naquela época e topei o desafio de ser candidato e todo mundo dizendo: não vai a lugar nenhum. A pesquisa dizia no sábado que eu tinha 37% e o Tião tinha 63% no sábado. Quando abriu as urnas, eu perdi por meio pro centro”, ressaltou.
Bocalom também relembrou a eleição municipal de 2020, quando, segundo ele, aparecia em quarto lugar nas pesquisas até poucas semanas antes da votação. “Daí veio a eleição de 2020. Lembra que eu era o quarto até 40 dias antes? Eu perdia pro Roberto Duarte. Eu era o quarto. E, no entanto, em 40 dias depois o programa vai no primeiro e só não ganhei aquela eleição no primeiro turno porque eu fiquei cinco dias com Covid. Sabia? Não podia sair de casa. Nem votar em mim eu fui”, relembrou.
O candidato também citou a eleição municipal de 2024 e relatou que chegou a ser aconselhado por integrantes de sua própria administração a fazer um acordo político diante da possibilidade de derrota.
“Eu até tenho uma historinha bem rápida aqui. Os secretários vieram falar comigo em 2024. ‘Prefeito, rapaz, é melhor você fazer um acordo com o candidato aí, porque você pode perder a eleição’. Eu falei: nós vamos ganhar a eleição. ‘Cuidado, meu prefeito’. Nossa, é por isso que vocês querem conversar comigo. Pode dar licença aí que eu vou continuar trabalhando. E continuei, entendeu?”, pontuou.
Segundo Bocalom, a situação mudou na reta final daquela disputa, quando o grupo político do então candidato Alysson Bestene teria procurado uma composição. O tucano afirmou que aceitou a aproximação por já conhecer Alisson e ter uma relação pessoal com ele.
“Fui pra eleição quando muita gente, e a própria pesquisa dizia que eu tinha uma rejeição grande, que era reprovado, que era não sei o que. E, no entanto, quando chega na retinha final ali o governo sentiu que podia não ganhar a eleição com o candidato dele, que era o meu amigo Alysson. Quando ele chega e diz: ‘olha, vamos juntar as forças aqui’, e eu vi, esse é o Alisson. Eu falei: traga. Eu conheço o Alisson, meu amigo pessoal. Em 2012 a gente já disputou uma eleição juntos e a gente ganhou por 55 no primeiro turno”, pontuou.
Bocalom afirmou que a experiência acumulada em mais de dez eleições o faz confiar mais na receptividade que observa nas ruas do que nos resultados das pesquisas.
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