Prefeitura aposta em limpeza de igarapés e educação ambiental antes do período chuvoso
A secretária municipal de Meio Ambiente de Rio Branco, Flaviane Stedille, afirmou nesta quinta-feira (8) que a capital tem mais de 40 mil famílias em situação de vulnerabilidade a riscos como transbordamentos de igarapés e deslizamentos.
A declaração ocorreu em entrevista ao ac24horas , durante a transmissão ao vivo do lançamento do Outubro Rosa, na Praça da Revolução, ao lado do secretário de Cuidados com a Cidade, Tony Roque.
Os dois falaram sobre o programa Cuidar Rio Branco, lançado no mês passado pela Prefeitura.
Segundo a secretária, a iniciativa partiu do prefeito e tem como principal objetivo a realização de um trabalho preventivo em locais estratégicos do município, que historicamente sofrem com alagações e transbordamentos nos períodos de muita chuva.
O programa integra as secretarias municipais.
A Secretaria de Cuidados com a Cidade atua na limpeza dos igarapés antes da cheia, enquanto a Secretaria de Meio Ambiente desenvolve ações de educação ambiental com as comunidades que vivem às margens dos igarapés e nas escolas das redes municipal e estadual.
Flaviane explicou que a população mais vulnerável é a primeira a sentir os efeitos desses episódios.
“Se ocorre algum transbordamento, aquelas pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade são as primeiras a serem afetadas.
Elas são mais suscetíveis também a terem doenças em decorrência desses transbordamentos”, disse.
De acordo com a secretária, os pontos de risco estão catalogados, mas não registram ocorrências necessariamente todos os anos, já que a situação depende das condições de cada igarapé.
Ela citou o Igarapé da Sobral, que teve situações intensas no início deste ano, o que não ocorreu em anos anteriores.
Após a inundação, a Secretaria de Cuidados com a Cidade realizou um trabalho para remover os resíduos que obstruíam o igarapé e provocavam o transbordamento.
Segundo Flaviane, o trabalho preventivo prioriza esses locais.
Foto: Sérgio Vale A secretária também lembrou que o município lançou neste ano um plano municipal de redução de riscos, que identificou as áreas de risco da capital, tanto de transbordamento quanto de deslizamento.
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