Brasil rebate Trump e nega falhas no combate às facções criminosas
O Ministério da Justiça e Segurança Pública brasileiro negou que existam falhas no combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em comunicado publicado, Brasil afirma que o país não foi incluído na lista dos 23 principais nações produtoras ou de trânsito de drogas. O documento foi enviado pelo governo dos EUA ao Congresso norte-americano na última terça-feira (15).
O Ministério da Justiça classificou as críticas como uma manifestação circunstancial e sem base jurídica. Segundo o governo brasileiro, "a alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual". Para o ministério, trata-se de uma "manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva".
A nota oficial destaca medidas recentes como a aprovação da Lei Antifacção, de março de 2026. A legislação endureceu as penas para os líderes de organizações criminosas e criou regras para asfixiar as finanças das quadrilhas. Segundo o governo, a posição norte-americana "desconsideraria, se acolhida em todos os seus termos, os esforços do Governo Federal no enfrentamento ao crime organizado".
O governo federal citou o Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. O projeto foca no sufocamento econômico de facções, no reforço das prisões, na investigação de homicídios e no combate ao tráfico de armas. O comunicado também menciona "as dezenas de milhares de operações de combate ao crime, por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos".
O Brasil lembrou que entregou uma proposta de cooperação a Washington em maio de 2026 e ainda aguarda resposta. O plano, apresentado pelo presidente Lula, detalha ações contra lavagem de dinheiro, compartilhamento de inteligência e tráfico de armas. "Até o momento, permanecemos no aguardo da possível resposta do governo dos EUA", afirmou o ministério.
O ministério reafirmou que o país continuará atuando de forma soberana no combate a facções. O governo declarou que o enfrentamento exige integração contínua e que as operações de forças federais já geraram prejuízos bilionários aos criminosos. "O Governo brasileiro seguirá atuando de forma soberana e coordenada no enfrentamento às organizações criminosas", afirmou a pasta.
Os Estados Unidos voltaram a criticar a política brasileira contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) ao defender que o governo do Brasil adote medidas mais duras após a designação das facções como organizações terroristas. A ação é mais uma do governo de Donald Trump na tática de "domínio" sobre as políticas na América Latina.
O Departamento de Estado dos EUA divulgou um relatório assinado por Donald Trump sobre o combate global a cartéis de drogas e incluiu o Brasil entre os alvos de cobrança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.