Governo Lula rebate Trump e nega omissão no combate ao PCC e Comando Vermelho
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu com firmeza, nesta quinta-feira (16), às acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um suposto fracasso brasileiro no combate ao crime organizado transnacional.
Em nota oficial, o Ministério da Justiça rechaçou qualquer omissão no enfrentamento a facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A contestação vem após o envio de um relatório do governo estadunidense ao Congresso do apís, na última terça-feira (15).
No documento, divulgado pelo Departamento de Estado, Trump cobra “medidas enérgicas” e “urgentes” do Brasil para derrotar o PCC e o CV, grupos que foram recentemente incluídos por Washington em sua lista de organizações terroristas.
O texto chega a afirmar que o Brasil não estaria tomando as “medidas corajosas” vistas em outros países do hemisfério para erradicar cartéis.
O governo brasileiro destacou que o país sequer integra a lista oficial dos 23 maiores produtores e rotas de trânsito de drogas elaborada pelos próprios EUA.
“A alusão registrada no texto não corresponde à categoria jurídica de descumprimento formal prevista na legislação norte-americana que rege esse mecanismo anual.
Trata-se, portanto, de manifestação circunstancial inserida na parte narrativa do documento, sem respaldo em sua parte dispositiva”, aponta a nota.
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A pasta citou a aprovação da Lei Antifacção, sancionada por Lula, e a manutenção da cooperação internacional, inclusive com os próprios Estados Unidos.
Além disso, o governo federal destacou os resultados do programa “Brasil contra o Crime Organizado”, lançado em maio de 2026.
A estratégia tem focado na asfixia financeira das quadrilhas, no fortalecimento do sistema prisional e na qualificação das investigações de homicídios e tráfico de armas.
“As alegações não levam em consideração as dezenas de milhares de operações de combate ao crime por forças federais, com bilhões de reais de prejuízo aos criminosos”, frisou o ministério.
O governo reiterou que o combate às facções é uma prioridade permanente, conduzida com inteligência, integração das forças de segurança e respeito à soberania nacional, desmontando a narrativa de inércia propagada pela Casa Branca.
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