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Teresa Cristina firma a assinatura como compositora em 'Tudo que eu tenho', show de roteiro inteiramente autoral

G1 Pop & Arte ·
Teresa Cristina firma a assinatura como compositora em 'Tudo que eu tenho', show de roteiro inteiramente autoral

Teresa Cristina apresenta o show 'Tudo que eu tenho' no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ), após estrear a turnê em Salvador (BA) Reprodução / Instagram Teatro Riachuelo ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: Tudo que eu tenho Artista: Teresa Cristina Data e local: 23 de setembro de 2026 Cotação: ★ ★ ★ ★ ♬ Na cronologia do samba, o show apresentado por Teresa Cristina no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ), na noite de ontem, 23 de setembro, pode ser caracterizado como ato político pelo roteiro inteiramente autoral.

Se analisado sob prisma pessoal, o show “Tudo que eu tenho” é a concretização de sonho de cantora que ora tem a chance de lançar um álbum também inteiramente autoral que serviu de mote para o show – após ter gravado, por contingências do mercado fonográfico, série de songbooks com os repertórios de bambas do samba como Cartola (1908 – 1980), Noel Rosa (1910 – 1937) e, mais recentemente, Zeca Pagodinho.

Contudo, sob perspectiva histórica, o show “Tudo que eu tenho” ganha dimensão política por apresentar uma mulher cantando as próprias músicas, seguindo por alas abertas pela pioneira Dona Ivone Lara (1922 – 2018) – grande melodista que enfrentou resistências para se impor como compositora no meio machista do samba e somente se fez ouvir após os 50 anos, quando já tinha cumprido os ritos sociais impostos às mulheres da época de Ivone – e abrindo ela própria, Teresa, caminhos trilhados nas rodas por sucessoras como Marina Iris.

Em sintonia com esse posicionamento político, a cantora e compositora montou uma big banda com oito instrumentistas em que quatro são mulheres – Jessica Nepomuceno (bateria), Jessica Zarpey (percussão), Paula Pardón (baixo) e Samara Líbano (violão) – e uma delas, Samara, orquestrou a direção musical do show.

Essa formação mista, com equivalência de gêneros, deveria ser regra, mas ainda é exceção em shows produzidos no Brasil.

E o fato é que, ao seguir o roteiro inteiramente autoral do show “Tudo que eu tenho”, Teresa Cristina firmou a assinatura autoral.

Estreado em Salvador (BA) no último sábado, 19 de setembro, o show desembarcou na cidade natal da artista com poder de sedução para atrair os seguidores de Teresa.

Se musicalmente é irretocável, o show “Tudo que eu tenho” ainda precisa de um ajuste cênico para diluir certa linearidade.

A cantora se movimenta pouco no palco em comparação com espetáculos anteriores como “Melhor assim” (2009) e “Teresinha – As canções que Bethânia me ensinou ” (2023).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pop & Arte.

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