Análise: Santos demora, mas encontra equilíbrio e faz quarteto funcionar no Maracanã
O Santos encontrou no Maracanã uma resposta importante para uma das principais dúvidas em torno de sua formação: é possível reunir Neymar, Philippe Coutinho, Gabigol e Everton Cebolinha sem comprometer o funcionamento coletivo? A vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense , de virada, neste domingo, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro, mostrou que a aposta de Cuca tem potencial.
Também deixou claro que o talento ofensivo não elimina a necessidade de organização, especialmente quando a equipe perde a bola.
Mais do que os gols de Gabigol e Coutinho, a reação santista foi construída pela mudança de comportamento após o intervalo.
O Peixe passou a aproximar seus jogadores, encontrou melhores conexões no ataque e conseguiu transformar a posse de bola em oportunidades.
A melhora, porém, não apagou as dificuldades defensivas nem a falta de eficiência para ampliar o placar.
Aproximação de talentos A principal mudança do Santos esteve na maneira como seus jogadores ofensivos passaram a se relacionar dentro de campo.
No primeiro tempo, o quarteto encontrou dificuldades para superar a marcação do Fluminense.
A equipe tinha qualidade para manter a posse, mas nem sempre conseguia oferecer opções próximas ao portador da bola.
Cuca identificou o problema e cobrou maior aproximação no intervalo.
O ajuste permitiu que Neymar, Coutinho e Gabigol participassem de combinações mais frequentes, enquanto Gabriel Bontempo ganhou espaço na construção das jogadas.
A participação do jovem meio-campista foi fundamental para o funcionamento da proposta.
Embora o destaque inicial estivesse concentrado nos quatro nomes mais experientes, Bontempo apareceu como peça importante para conectar os setores.
Um belo domingo no RJ! https://t.co/hk0E6U7S0o — Santos FC (@SantosFC) October 19, 2026 Os gols ilustraram essa mudança.
No empate, Neymar encontrou Rodinei pela direita, e o lateral cruzou para Gabigol finalizar.
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