VÍDEO: Em ato de vandalismo, deputado israelense destrói memorial palestino a marretadas
O deputado israelense de extrema direita Zvi Sukkot atacou com uma marreta um memorial palestino na aldeia de Madama, no norte da Cisjordânia ocupada, nesta terça-feira (25), enquanto soldados das Forças Armadas de Israel observavam.
O parlamentar filmou o ato, publicou o vídeo no Facebook e justificou a destruição como resposta à recusa do Exército em remover o que chamou de “monumentos que homenageiam terroristas”.
O episódio gerou condenação formal das próprias Forças Armadas israelenses e até mesmo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Sukkot, colono e ativista, chegou à aldeia de Madama acompanhado de assistentes e sob escolta de soldados israelenses.
Imagens que circulam online mostram o parlamentar derrubando o monumento a marretadas enquanto militares permaneciam no local.
Após o ato, ele publicou um vídeo assumindo a autoria e explicando a motivação: “Há alguns dias, exigi que o Exército tomasse medidas para remover os monumentos que homenageiam terroristas nas aldeias dos assassinos, Madama e Burin.
Infelizmente, eles permaneceram de pé.
Então, fui até lá pessoalmente e os derrubei”.
A declaração expõe a lógica da ação: diante da negativa institucional, o parlamentar decidiu agir por conta própria, usando a escolta militar como cobertura. https://x.com/espressonline/status/2092184163918979486 Reação e condenação O Exército israelense afirmou à AFP que Sukkot e seus assistentes realizaram uma “visita” à área “com segurança fornecida por soldados que foram desviados de suas funções operacionais para esse fim”.
A instituição disse ter sido surpreendida pela ação: segundo um porta-voz, “ao contrário da coordenação acordada, os participantes agiram de forma enganosa e manipuladora, sem autorização, desviando-se completamente do quadro aprovado, e começaram a demolir um dos monumentos em Madama”.
Após o relato aos comandantes, os participantes “foram rapidamente escoltados para fora da aldeia”.
“Fazer justiça com as próprias mãos, especialmente quando envolve figuras públicas, é uma prática repreensível”, declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
A condenação simultânea do Exército e do chefe de governo, no entanto, não impediu que o ato ocorresse.
O memorial e seu significado Para a comunidade de Madama, o monumento destruído não era apenas uma estrutura física.
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