O que Flávio Bolsonaro já disse sobre o caso Dark Horse
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato à Presidência da República pelo PL, já deu declarações contraditórias sobre a prestação de contas relacionada ao filme "Dark Horse", que contou com financiamento de Daniel Vorcaro, do Banco Master . O senador pediu R$ 61 milhões ao banqueiro para a produção.
Flávio ontem desconversou, quando questionado se havia mudado de ideia sobre apresentar o contrato firmado entre ele e Vorcaro , três meses após dizer que apresentaria publicamente um relatório detalhado sobre o financiamento do longa-metragem. " Vocês vão parar no tempo? ", indagou, acrescentando: "Hoje o governo Lula que deve explicações, vão cobrar explicações dele".
Em maio, logo após a divulgação dos áudios de conversas dele com Vorcaro, Flávio disse que havia pedido à produtora GoUp a apresentação de uma prestação de contas transparente e afirmou que estava "100% disposto" a tornar público o contrato do filme com Vorcaro. Apesar de a GoUp ter declarado gasto de cerca de R$ 75 milhões com "Dark Horse", em um laudo privado anexado a um inquérito policial que investiga suposto uso de verbas públicas na produção, o documento não detalhou os financiadores nem incluiu notas fiscais emitidas pelos fornecedores.
Mensagens e áudios divulgados em maio deste ano mostram que Flávio Bolsonaro pediu dinheiro a Vorcaro. Em uma das gravações, de novembro de 2025, o senador diz ao banqueiro que as parcelas estão atrasadas e que está "em um momento decisivo do filme". A conversa, revelada pelo site Intercept Brasil e confirmada pelo UOL , teria acontecido um dia antes de Vorcaro ser preso.
Inicialmente, Flávio negou ter pedido dinheiro a Vorcaro . "É mentira, de onde você tirou isso? É mentira, pelo amor de Deus", disse, ao ser questionado por um repórter do Intercept Brasil.
Após a divulgação dos áudios, contudo, o senador confirmou a negociação . Mas afirmou que se trata de patrocínio privado e negou irregularidades.
Na quinta-feira passada (20), o senador havia declarado que o caso Dark Horse era " página virada ". Além disso, afirmou que quem deve explicações é o presidente Lula e seu filho, Fábio Luis da Silva, o Lulinha, investigado pela PF por suspeitas de tráfico de influência no governo.
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