Greystar assume operação da Uliving, líder em moradias estudantis do Brasil
A transação envolve apenas a transferência da operação para Greystar, que ficará encarregada da locação e da administração dos imóveis. Já os prédios permanecerão dentro do fundo gerido por Pátria e Grosvenor. O valor do negócio foi mantido sob sigilo pelas partes.
A Greystar assumirá os contratos de gestão de 13 empreendimentos, incluindo oito imóveis da marca Uliving e quatro da marca Share, incorporada no início deste ano ao grupo. Juntos, os ativos somam aproximadamente 4.100 leitos, distribuídos por São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Santos e região metropolitana de Porto Alegre. Ao longo de 2027, os quatro empreendimentos da marca Share passarão para a marca Uliving, que incluirá a adoção de seus conceitos de design, cultura e modelo de serviços.
O objetivo do negócio é transferir a operação para quem tem mais experiência e escala global nesse tipo de serviço. Com a incorporação do portfólio da Uliving, a Greystar passará a contar com aproximadamente 5.800 unidades residenciais e leitos, entre empreendimentos de locação tradicional e de moradia estudantil. O número considera tanto imóveis em operação quando em desenvolvimento no país. Globalmente, a transação amplia o portfólio de moradia estudantil da Greystar de aproximadamente 122 mil para 126 mil unidades.
O setor de residências estudantis é bastante desenvolvido na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda está engatinhando por aqui. Os primeiros grandes investimentos empresariais no Brasil foram feitos há menos de uma década, encabeçados pela Uliving e pela Share, pioneiras locais.
O Pátria é dono da Uliving, que foi criada pela gestora VBI Real Estate e que também atraiu como sócia a britânica Grosvenor, especialista em investimentos imobiliários. O Patria tornou-se dono da Uliving após aquisição da VBI anos atrás. Em fevereiro deste ano, o grupo comprou a Share, sua única grande concorrente, em um movimento que marcou a consolidação desse mercado no Brasil. Já a Greystar ingressou no mercado brasileiro de imóveis residenciais para locação em 2020.
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