Flávio Bolsonaro dá tapa na cara de seus apoiadores ao fugir, diz Boulos
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Flávio Bolsonaro (PL) "deu um tapa na cara" de seus apoiadores ao deixar o Brasil logo após a eleição, avaliou o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
A fala ocorreu em meio a relatos de que o ex-candidato do PL já deixou a América do Sul e chegou aos Estados Unidos .
É uma coisa vergonhosa, que deve fazer a sociedade brasileira como um todo refletir, sobretudo aqueles que apoiaram e votaram no Flávio Bolsonaro. Ele deu um tapa na cara dos seus apoiadores e os deixou na estrada, largados.
Poucas vezes na história brasileira se viu um episódio tão vergonhoso quanto o que nós estamos vivenciando hoje. O Flávio Bolsonaro, faz menos de dois dias, teve quase 60 milhões de votos.
Ou seja, quase 60 milhões de brasileiros confiaram nele como liderança política para dirigir o país. 24 horas depois, ele foge. E não adianta vir com essa conversa de perseguição, de ditadura. Ele fugiu porque deve.
Isso revela o DNA do bolsonarismo. O bolsonarismo é feito de covardia. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência
Para Boulos, a saída do país não se sustenta como "exílio político". Ele disse que o ex-candidato perdeu o cargo e, com isso, o foro privilegiado, e que a fuga ocorreu no momento em que a blindagem acabou.
Ele perdeu o cargo e o foro, e daí fugiu. É a fuga de um criminoso, não é um exílio político. E um criminoso que seria julgado, com devido processo legal no Brasil. Ele fugiu porque perdeu a blindagem. Puro e simplesmente isso. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência
O ministro também afirmou que o episódio deve provocar reflexão entre eleitores que votaram em Flávio Bolsonaro e que, na visão dele, a narrativa de perseguição tende a encontrar resistência até entre apoiadores.
Politicamente, é um desastre para o governo Lula. Embora Moraes não tenha sido indicado para o Supremo pelo presidente Lula, o fato de ele ser o algoz do bolsonarismo, por conta do 8 de janeiro de 2023, torna-o muito identificado com o campo do Lula, que competiu contra a família Bolsonaro na eleição. João Paulo Charleaux, colunista do UOL
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