Erro com remédio deixa mulher sem movimentos após cirurgia nos EUA
Uma mulher de 72 anos perdeu os movimentos e a sensibilidade do peito para baixo após receber o medicamento errado durante uma cirurgia em um hospital de Nashville, nos EUA. Outras três pessoas também foram atingidas pelo erro, segundo a instituição.
Paciente havia sido internada para uma substituição do joelho. Segundo a família, a cirurgia ortopédica ocorreu normalmente, mas um medicamento errado foi administrado no procedimento usado para controle da dor.
Ela está sem movimentos e sensibilidade do peito para baixo. "Atualmente, ela não tem nenhuma sensibilidade, movimento ou resposta à dor do esterno para baixo", afirmou a nora Kristina Dorton. A família diz que ainda não sabe se haverá recuperação.
Seringas que deveriam conter bupivacaína teriam sido preenchidas com potássio. A troca teria ocorrido na farmácia do Ascension Saint Thomas Midtown, segundo o NewsChannel 5 Investigates. A bupivacaína é um anestésico usado para bloquear a dor.
Outros três pacientes foram envolvidos no mesmo episódio. O hospital confirmou que quatro pessoas foram afetadas, mas não revelou detalhes sobre o estado de saúde das demais, alegando respeito à privacidade.
Paciente foi transferida para outra unidade e permanece sob cuidados médicos. A família informou que tratamentos realizados até agora não conseguiram reverter a perda de movimentos e começou a consultar advogados.
Autoridades do Tennessee abriram investigação. Hospitais devem comunicar imediatamente aos órgãos reguladores estaduais erros médicos considerados críticos, e o Ascension afirma ter feito a notificação no mesmo dia.
Hospital diz ter identificado a causa do erro e adotado medidas corretivas. A instituição não explicou publicamente como a troca ocorreu.
Direção pediu desculpas aos quatro pacientes. "Em nome de nossa liderança e de nossas equipes de atendimento, lamento profundamente os danos causados aos nossos pacientes", afirmou Shubhada Jagasia, presidente e CEO da unidade.
Investigação estadual continua em andamento. Reguladores não divulgaram conclusões sobre o episódio até o momento.
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