A 1.600 metros de profundidade, cientistas tentam abrir a porta para o lado oculto do universo
O experimento busca sinais extremamente raros escondidos nas profundezas da Terra
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Para procurar uma partícula que talvez atravesse a Terra sem deixar quase nenhum rastro, físicos colocaram um dos detectores mais sensíveis já construídos dentro de uma antiga mina de ouro. O LUX-ZEPLIN, LZ , funciona no nível de 4.850 pés do Sanford Underground Research Facility, cerca de 1,48 km abaixo da superfície , tentando registrar uma colisão de matéria escura.
O principal alvo do LZ são as WIMPs, partículas hipotéticas consideradas candidatas a formar parte da matéria escura. Essa matéria não emite luz, mas sua gravidade aparece no movimento de galáxias e em outras estruturas do universo.
A colaboração LUX-ZEPLIN publicou em 2025 sua busca mais sensível por WIMPs até então, baseada em 280 dias de dados e uma exposição de 4,2 tonelada-anos .
A rocha sobre o laboratório bloqueia grande parte dos raios cósmicos que poderiam imitar sinais de matéria escura. Quanto menor o ruído de fundo, maior a chance de identificar uma interação extremamente rara.
O Sanford Underground Research Facility localiza o detector no nível de 4.850 pés , equivalente a aproximadamente 1.478 metros. Ali, o núcleo do experimento fica cercado por outras camadas de proteção contra radiação.
O xenônio funciona como um alvo extremamente limpo no qual uma colisão rara pode produzir luz e carga elétrica mensuráveis. O detector procura justamente esse tipo de recuo nuclear.
Não houve evidência de excesso de eventos compatível com WIMPs no conjunto publicado em 2025. Isso não encerra a busca. O resultado serviu para excluir uma faixa maior de interações possíveis e tornar mais estreito o espaço onde essas partículas poderiam estar escondidas.
O artigo publicado na Physical Review Letters registrou limites líderes para WIMPs com massas a partir de 9 GeV/c².
Porque cada resultado negativo elimina possibilidades e ajuda a definir onde a matéria escura não está. O LZ já alcança interações tão raras que pequenas melhorias no controle de radiação e no tempo de observação fazem diferença.
Em 2026, o experimento continua entre as principais buscas diretas por matéria escura do mundo. A porta para o lado invisível do universo ainda não abriu, mas o espaço de possibilidades ficou menor e mais preciso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.