Viver mais está mudando o comportamento de consumo e redesenhando mercados
Quando se fala sobre o envelhecimento da população, ainda é comum que o imaginário caminhe rapidamente para doença, dependência e cuidado.
Como se viver mais significasse unicamente tornar-se frágil.
Nessa lógica, as oportunidades do mercado da longevidade estão restritas a hospitais, medicamentos e – no extremo dessa caricatura – ao aumento da produção de fraldas geriátricas.
Entretanto, a realidade da mudança demográfica revela potencialidades de outros mercados: finanças, seguros, moradia, alimentação, beleza, educação, mobilidade, entretenimento e tecnologia.
Embora a saúde, obviamente, represente um enorme potencial, praticamente todos os setores precisarão ser revisitados a partir de vidas mais longevas.
Análise do Fórum Econômico Mundial aponta que há três forças definindo o século XXI: clima, longevidade e inteligência artificial.
Na prática, a nova demografia global – em convergência com os avanços tecnológicos e as mudanças climáticas – ampliou demandas básicas e, também, socialmente mais complexas.
Os novos prateados, representados pelo ingresso da Geração X na maturidade, aportaram novas dinâmicas comportamentais.
Mais pessoas vivem sozinhas, constroem trajetórias profissionais independentes e tomam decisões de forma mais individualizada.
Entretando, viver mais tempo (na velhice, inclusive) exige acesso contínuo a sistemas coletivos complexos: saúde, mobilidade urbana, conectividade digital, educação continuada, serviços financeiros e redes de cuidado.
A longevidade transforma a infraestrutura social em um elemento central da cidadania.
No Brasil, a despeito dos dados demográficos, ainda existe uma cultura fortemente orientada pela juventude.
E isso ajuda a explicar um paradoxo: ao mesmo tempo em que cresce rapidamente a participação dos maduros na população e na economia, empresas continuam tendo dificuldade para enxergá-los como consumidores em toda a sua complexidade.
Os próprios maduros percebem essa ausência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.