Partidos rechaçam golpismo de Flávio e desmontam alegação de fraude eleitoral
PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT divulgaram nesta quarta-feira (28) uma nota conjunta contra a carta golpista de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) , na qual o senador, derrotado por Lula (PT) no segundo turno, chegou a se declarar presidente eleito do Brasil.
As sete legendas rejeitaram as acusações de fraude eleitoral, feitas sem provas, e condenaram tentativas de interferência estrangeira na democracia brasileira.
A manifestação ocorreu após Flávio desembarcar nos Estados Unidos, para onde fugiu depois de receber ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para entregar seus passaportes.
No documento, os partidos acusam o senador de buscar proteção política do presidente americano, Donald Trump, após a derrota nas urnas.
“O Brasil não aceita interferência estrangeira em seu processo democrático” , afirmam as siglas, que também lembram a atuação de Trump durante a campanha presidencial.
Partidos desmontam alegação de fraude A nota rebate o principal argumento usado por Flávio para contestar a reeleição de Lula, a prorrogação do horário de votação no segundo turno, realizado no domingo (25).
Segundo as legendas, a medida foi solicitada tanto pela campanha do PT quanto pela do PL , diante de problemas no transporte público e das fortes chuvas.
A ampliação foi autorizada de maneira igualitária.
Durante o período adicional, foram registrados apenas 33.866 votos, equivalentes a 0,026% do total , segundo os números apresentados pelos partidos.
Lula venceu a eleição com mais de 4,4 milhões de votos de vantagem , diferença muito superior ao total registrado durante a prorrogação.
As siglas também ressaltam que a regularidade da votação foi reconhecida por observadores internacionais, pelo próprio PL e pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques , indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Histórico de ataques às urnas A manifestação também relaciona a postura de Flávio à tentativa de golpe de Estado promovida após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022.
Os partidos lembram que o plano golpista envolvia ações contra o presidente e o vice-presidente eleitos e resultou na condenação de Bolsonaro e de militares envolvidos.
Para as legendas, a nova contestação eleitoral repete a recusa da família Bolsonaro em reconhecer a vontade expressa nas urnas.
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