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Economia

Um ano horrível para o açúcar e etanol? Datagro vê cenário menos sombrio, apesar dos ‘fantasmas’

Money Times ·
Um ano horrível para o açúcar e etanol? Datagro vê cenário menos sombrio, apesar dos ‘fantasmas’

O setor sucroenergético começou a safra 2026/27 cercado de incertezas, mas o cenário não é tão ruim quanto os temores iniciais sugeriam.

Na avaliação de Plínio Nastari , presidente da Datagro , a expansão do etanol de milho abaixo do esperado, a maior competitividade do biocombustível e a recuperação dos preços internacionais do açúcar ajudam a aliviar parte das pressões sobre o mercado, apesar dos desafios climáticos e da demanda global ainda fraca.

Durante a 26ª Conferência Internacional Datagro, Nastari relembrou os principais “fantasmas” que rondavam o setor no início da temporada: os efeitos da eletrificação da frota sobre o consumo de combustíveis, o avanço do etanol de milho, a estagnação da demanda mundial por açúcar, as preocupações com o abastecimento de diesel e a perspectiva de estoques elevados de etanol no Brasil.

“Bem, nem tanto”, ponderou o executivo ao avaliar se 2026 seria um ano horrível para o setor.

Segundo ele, a expansão do etanol de milho ficou abaixo das projeções iniciais, enquanto a demanda por etanol hidratado ganhou força no mercado doméstico.

As vendas do combustível superaram 2 bilhões de litros em agosto e setembro, e o consumo acumulado desde abril ficou 2,6% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

Plínio Nastari, presidente da Datagro (Foto: Divulgação) Outro fator de sustentação é a competitividade do etanol hidratado frente à gasolina.

Na segunda semana de outubro, o biocombustível era mais competitivo em 64,3% da área de consumo de combustíveis do País, considerando a relação de preços de 70% entre etanol e gasolina.

No mesmo período de 2025, essa proporção era de 38,6%.

Nastari também destacou o potencial de crescimento do consumo.

Em setembro, 31,1% da frota de veículos flex utilizava etanol hidratado, abaixo do pico de 40,5% observado em 2018.

Caso essa participação retornasse ao nível anterior, o consumo poderia aumentar em cerca de 700 milhões de litros por mês, segundo a estimativa apresentada pelo executivo.

Os estoques de etanol também oferecem suporte aos preços.

Na comparação anual, os volumes de hidratado estavam 2,2% menores, enquanto os de anidro recuaram 16,2%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.

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