Na TV, Lula e Flávio Bolsonaro falam em 'mudança' e 'prosperidade'
A volta do horário eleitoral gratuito na TV para o segundo turno teve Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se apresentando como candidatos da "mudança" e falando em levar "prosperidade" para a população.
A campanha à reeleição do petista mencionou riscos que o país corre com eventual vitória do adversário e citou cortes em programas sociais, como o Farmácia Popular, e no orçamento da educação.
Já Flávio Bolsonaro negou que vá acabar com benefícios. Líder nas pesquisas de intenção de voto, ele afirmou que vai manter o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Farmácia Popular.
Flávio disse que vai criar o Ministério da Prosperidade . Sem detalhar a ideia, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a pasta vai se dedicar a quem "quiser estudar, fazer curso, empreender, ter crédito, abrir o o seu próprio negócio, crescer e prosperar".
Flávio lembrou ter terminado o primeiro turno à frente de Lula e afirmou que a nova etapa da disputa "não é uma nova campanha" . Segundo ele, significa "o passo final de uma mudança que já começou". "O Brasil não tá mais dividido. Tá todo mundo do mesmo lado. O Brasil tá do lado da mudança. [...] Esse é o novo Brasil que você já escolheu", disse o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na verdade, a votação do primeiro turno foi bem dividida entre os dois candidatos —Flávio com 47,03% e Lula com 45,16%.
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O candidato do PL celebrou o apoio de adversários . O programa eleitoral veiculou trechos de discursos do candidato derrotado Ronaldo Caiado (PSD) em favor de Flávio. Os apoios de aliados como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do governador eleito do Paraná, Sergio Moro; do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG); e da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) também foram citados.
Flávio negou que fará cortes em programas sociais, como diz a campanha de Lula . O candidato disse que manterá o Farmácia Popular e transformará o SUS em "padrão Einstein", em referência ao Hospital Albert Einstein, considerado o melhor da América Latina; vai reduzir o valor das parcelas do Minha Casa, Minha Vida; e manter o Bolsa Família, com a promessa de ampliação e reajuste. Não citou, no entanto, como cumprirá as promessas.
Candidato repetiu também a promessa de fazer um "tesouraço" nos impostos e gastos públicos . Sua campanha, porém, não esclarece o que será cortado, gerando contradições entre as declarações e as propostas do senador . Na área da segurança, reciclou a ideia de declarar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho como organizações terroristas, além de construir cinco megapresídios no país.
Flávio ainda prometeu criar o "Smart Brasil" . Inspirado no Smart Sampa, programa da prefeitura de São Paulo, a iniciativa faz o monitoramento de segurança pública por meio de câmeras reconhecimento facial, leitura de placas e bases de dado policiais para coibir crimes.
Lula também falou em prosperidade no programa eleitoral. O petista ressaltou sua experiência como gestor e disse ser o candidato para fazer as mudanças no "rumo certo". "Você quer prosperidade.
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