Arqueóloga sacou 'valor considerável' antes de ser baleada no Leblon
A Polícia Civil identificou um dos envolvidos no assalto que deixou a professora aposentada e arqueóloga Tânia Andrade Lima, 81, baleada ontem no Leblon, zona sul do Rio. A suspeita da família é de que ela tenha sido vítima de uma "saidinha de banco".
A investigação está em andamento na 14ª DP (Leblon). O delegado Alexandre Netto disse ao jornal O Globo que o suspeito, que não teve o nome divulgado, faz parte de um grupo criminoso que vem atacando vítimas na região.
O crime ocorreu por volta das 14h, depois que Tânia saiu de um banco e foi registrado por câmeras de segurança. O vídeo mostra um assaltante puxando a bolsa da vítima, que caiu no chão e foi atingida por três disparos. O criminoso fugiu em uma moto conduzida por um comparsa após os tiros.
Sobrinho da vítima suspeita que ela tenha sido vítima de uma "saidinha de banco". "Provavelmente, alguém deu a dica lá, que ela sacou um valor considerável, e aí seguiram ela e pegaram a bolsa", afirmou Antonio Rocha à TV Globo. O valor do saque não foi informado.
Em nota, a Polícia Civil informou que a motocicleta utilizada no crime foi apreendida e passará por perícia. "Agentes realizam outras diligências para esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos criminalmente."
Tânia foi transferida do Hospital Municipal Miguel Couto para uma unidade de saúde privada. Ela não corre risco de morrer.
A vítima foi responsável pela descoberta do Cais do Valongo, em 2011. O sítio arqueológico é ligado à história da escravidão no Brasil.
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro lamentou o crime em nota. A instituição destacou os anos de trabalho de Tânia no museu e citou que o caso ocorreu no Dia dos Professores.
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