Conheça candidatos e candidatas a deputados de Pernambuco que têm os direitos LGBTs como prioridade de sua atuação
A Câmara Federal nunca aprovou leis favoráveis à ampliação de direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBTs). Todos os avanços legais conquistados por esta população nos últimos anos foi através de interpretações legais por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da ausência do poder legislativo (Câmara e Senado) nestas pautas. O estado de Pernambuco elegeu, apenas em 2022, sua primeira parlamentar em nível estadual assumidamente LGBT: a sem terra Rosa Amorim (PT).
Uma pesquisa conduzida pela Universidade de São Paulo (USP) em 2022 apontou que 12% da população brasileira se declarava parte da comunidade LGBT. Se este grupo populacional fosse proporcionalmente representado nas casas legislativas, teríamos 10 senadores, 61 deputados federais LGBTs. Mas, em vez disso, o Brasil tem hoje apenas um senador quatro federais que se declaram parte desta comunidade. No caso de Pernambuco, se os 12% LGBTs fossem representados, teríamos seis dos 49 estaduais e três dos 25 federais como parte da comunidade. Mas a realidade ainda está distante disso.
Para tentar fortalecer a pauta com parlamentares aliados, foi criada a Frente por cidadania e direitos LGBTI+, que reúne 168 deputados e 26 senadores, o equivalente a 32% de todo o Congresso Nacional. Menos de um terço do parlamento brasileiro está comprometido com os direitos desta população. E para tentar reduzir essa disparidade, campanhas da sociedade civil como a Vote LGBT busca dar mais visibilidade às candidaturas de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis. O Brasil de Fato selecionou, em Pernambuco, 13 candidaturas a deputados federal e estadual de pessoas LGBTs ou que já demonstraram ser aliados desta luta. Confira.
Rosa Amorim (PT), lésbica – Nascida e criada no assentamento Normandia, em Caruaru, ela é filha de dirigentes do MST e construiu sua trajetória em movimentos sociais, integrando o Levante Popular da Juventude e a direção da UNE. Hoje Rosa é deputada estadual, se destacando pela defesa da reforma agrária e agricultura familiar, por políticas de combate à fome e pela luta por direitos das mulheres, da população negra, LGBTQIAPN+ e juventude.
Kátia Cunha (Psol), lésbica – Mulher negra, mãe e educadora da rede pública de Pernambuco. Foi uma das codeputadas no mandato coletivo das Juntas (Psol, 2019-2022). Sua atuação tem foco no combate ao racismo, à LGBTfobia, em defesa das mulheres e da educação pública de qualidade. Kátia é integrante do Sintepe, sindicato dos trabalhadores da educação de Pernambuco.
Matheus do MLB (UP), gay – Negro e nascido na periferia, começou sua militância no movimento estudantil ainda no esnino médio, ocupando a escola contra o governo Temer. Passou a compor as fileiras do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), fazendo ocupações urbanas pelo direito a moradia digna e por reforma urbana, combatendo a especulação imobiliária. Se eleito, promete lutar pelo aumento do salário mínimo, fim da escala 6×1 e que o Brasil pare de pagar a dívida pública.
Madu Silva (UP), bissexual – Estudante no Sertão do estado, é militante na União da Juventude Rebelião (UJR) desde os 18 anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.brasildefato.com.br — o conteúdo pertence a Brasil de Fato.