Quem investiu mais na educação: Lula ou Bolsonaro?
A educação brasileira atravessou períodos de restrição orçamentária severa durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022), que incluíram bloqueios bilionários de recursos para universidades e institutos federais.
No terceiro mandato de Lula, entre 2023 e 2026, por outro lado, o orçamento do Ministério da Educação cresceu em valores nominais, obras foram retomadas e novos programas de permanência escolar e expansão da rede federal foram lançados.
Um dos indicadores internacionais mais relevantes para compreender a trajetória brasileira é o relatório Education at a Glance 2023 , da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mostra que o gasto governamental total com educação no Brasil diminuiu cerca de 10,5% entre 2019 e 2020, enquanto a média dos países da organização aumentou 2,1%.
Na gestão Lula, os dados do Portal da Transparência mostram que o orçamento atualizado do MEC passou de R$ 166,1 bilhões, em 2022, para R$ 194,3 bilhões em 2023.
Já para o ano fiscal de 2026, o orçamento atualizado atingiu aproximadamente R$ 268,2 bilhões.
Os números ajudam a dimensionar a diferença entre os orçamentos das duas gestões: entre o último ano do governo Bolsonaro e 2026, houve um aumento nominal de aproximadamente R$ 102,1 bilhões, ou 61,5%, no orçamento do MEC.
Bolsonaro levou gastos com educação a baixas históricas O período de 2019 a 2022 foi marcado por disputas sobre o financiamento da educação, limitações orçamentárias e dificuldades para manter políticas públicas durante a pandemia de Covid-19, que ampliou a necessidade de investimentos para garantir o funcionamento das instituições de ensino durante o isolamento social.
Segundo o Education at a Glance 2023 , da OCDE, a despesa pública total com educação no Brasil diminuiu 10,5% entre 2019 e 2020.
O gasto governamental brasileiro foi de US$ 4.306 por estudante, em 2020, considerando as instituições públicas da educação primária ao ensino superior, enquanto a média da OCDE atingiu US$ 11.560.
O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), organização que acompanha a execução orçamentária de políticas públicas, também apontou problemas no financiamento da educação durante a gestão Bolsonaro.
No balanço do orçamento federal de 2021, por exemplo, o instituto registrou R$ 113,8 bilhões autorizados para a função Educação, valor inferior aos R$ 116,6 bilhões aprovados para 2020, e bem abaixo daqueles anunciados pela gestão Lula.
O instituto identificou, além disso, grande redução dos recursos destinados à infraestrutura escolar, ao transporte, às universidades públicas e a outras ações necessárias para enfrentar os prejuízos da pandemia, com destaque para as perdas na educação infantil.
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