Pesquisa com 4,5 mil profissionais revela principais riscos éticos do agronegócio
Soja.
Foto: Embrapa O ato de manter uma conduta íntegra diante de pressões é chamado de resiliência ética no meio corporativo.
Quando essa capacidade é menor, profissionais ficam mais vulneráveis a adotar atitudes condenáveis, algo que também ocorre no agronegócio em meio à pressão por produtividade, cumprimento de metas e continuidade das operações.
Esse diagnóstico é mostrado no novo recorte do Atlas PIR, estudo desenvolvido pela S2 Consultoria para mapear riscos comportamentais e éticos nas organizações.
Nesse cenário, o agronegócio registra Índice de Prontidão para Integridade e Resiliência (PIR) de 6,83, acima da média nacional de 6,75.
Apesar do resultado, o setor apresenta situações em que a pressão por resultados e a necessidade de manter a operação funcionando podem fazer com que determinadas práticas inadequadas sejam incorporadas à rotina.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Para chegar ao resultado, o Atlas PIR reuniu dados de 4.541 profissionais de 54 empresas do setor, em uma base nacional com mais de 48 mil respondentes de diferentes segmentos econômicos.
“O dado mais importante do estudo é que o agronegócio apresenta boa capacidade de resistência ética, mas também um conjunto de condições que favorecem racionalizações previsíveis.
O problema não nasce da intenção de cometer desvios.
Ele surge quando a cobrança por resultados faz determinadas exceções parecerem naturais ou inevitáveis”, afirma a psicóloga e sócia da S2, Alessandra Costa.
Principais desafios éticos Entre os principais dilemas identificados pelo estudo está o vazamento de informações, que registra 21,9% de baixa resiliência ética no nível tático.
O estudo indica que esses profissionais podem ter mais dificuldade para manter uma conduta ética quando estão em situações delicadas.
Nesse caso, o dilema envolve decidir entre preservar a confidencialidade de dados sobre safras, produtividade, negociações e clientes ou compartilhar informações para agilizar processos.
Em cadeias produtivas conectadas, esse compartilhamento pode ser visto como uma forma de colaboração, fazendo com que o risco do comportamento pareça menor.
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