Tecnologias brasileiras buscam evitar amputações por diabetes
Crédito foto: Divulgação Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros está buscando enfrentar uma das complicações mais graves do diabetes: as feridas que surgem nos pés e podem evoluir para infecções e amputações.
Desenvolvido na Universidade de Brasília ( UnB ), o sistema Rapha combina uma biomembrana de látex natural com fototerapia por luz de LED para estimular processos relacionados à regeneração dos tecidos.
A proposta chama atenção pela possibilidade de oferecer uma alternativa terapêutica de baixo custo para o tratamento de úlceras do pé diabético .
O dispositivo já passou por diferentes etapas de pesquisa e desenvolvimento e atualmente está no processo de translação da tecnologia para a indústria e de regularização sanitária.
Quando uma ferida pode virar uma complicação grave O chamado pé diabético está relacionado a alterações provocadas pelo diabetes, entre elas a neuropatia periférica e alterações vasculares.
A perda de sensibilidade pode fazer com que pequenos traumas passem despercebidos e evoluam para úlceras, infecções e, em casos graves, amputações.
A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que todos os pacientes com diabetes sejam avaliados para neuropatia periférica no momento do diagnóstico do diabetes tipo 2 e cinco anos após o diagnóstico do tipo 1.
Quando o rastreamento é negativo, a avaliação deve ser repetida anualmente.
A entidade também destaca a importância da vigilância regular dos pés, da educação do paciente e do controle glicêmico e metabólico.
É justamente nesse cenário que tecnologias voltadas à cicatrização buscam atuar: acelerar a recuperação da lesão e evitar que uma ferida evolua para complicações mais graves.
Como funciona a tecnologia O Rapha associa dois recursos.
A biomembrana produzida a partir do látex natural é colocada sobre a ferida, enquanto o equipamento emite luz de LED sobre a região.
Estudos desenvolvidos na UnB investigaram a utilização conjunta da biomembrana e da fototerapia para estimular a regeneração tecidual.
A pesquisa sobre a tecnologia começou há mais de uma década.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folhavitoria.com.br — o conteúdo pertence a Folha Vitória.