Polícia apreende Lamborghini ligado a Deolane em nova ação contra o PCC
A nova fase da operação Vérnix, deflagrada na segunda-feira (17), cumpriu um mandado de busca e apreensão contra uma Lamborghini Urus Performante, avaliada em mais de R$ 4 milhões, que seria da advogada e influenciadora Deolande Bezerra, presa desde maio sob acusação de lavar dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ela nega as acusações.
A ação é mobilizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Seu objetivo é apurar os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, ligados à facção paulista.
No último dia 9, a Polícia Militar apreendeu outro veículo de luxo de Deolane.
Desta vez, o modelo era um Mercedes-Benz GLC 300, que pode custar cerca de R$ 500 mil.
O veículo estava sendo dirigido pelo filho da influenciadora, quando foi interceptado e verificado que era alvo de mandado de busca e apreensão também decorrente da operação Vérnix.
Ele não foi preso.
A defesa de Deolane Bezerra foi procurada nesses dois episódios de apreensões de veículos, contudo, em ambos os casos, o advogado informou que não vai se manifestar sobre os desdobramentos da operação.
Após a prisão da influenciadora, no dia 21 de maio, o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia, disse à Folha de S.Paulo que há uma relação direta e íntima entre Deolane e a família de Marcola, apontado como chefe do PCC.
Segundo ele, Deolane teria fornecido contas para a lavagem de dinheiro do grupo criminoso, o que é negado por sua defesa.
Um dos indícios de atividade criminosa, segundo ele, seria um aumento repentino do patrimônio dela, com ganhos superiores a R$ 140 milhões de 2020 a 2022.
O promotor disse considerar que está praticamente comprovada a incompatibilidade entre as atividades profissionais de Deolane e seus ganhos financeiros.
Após ser presa, Deolane chorou durante a audiência de custódia.
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