Investigado por homofobia é preso suspeito de ameaçar e caluniar juíza em Teresina
Suspeito de ameaçar e caluniar juíza é preso pela Polícia Civil na Zona Sudeste Um homem chamado Cassimiro Cardoso dos Santos Neto, de 48 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (22), no bairro Dirceu, na Zona Sudeste de Teresina.
Segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (Deop), ele é investigado por homofobia de 2025 e por enviar mensagens e áudios com ameaças a uma juíza que atua em processos relacionados ao caso.
Conforme a investigação, o suspeito chegou a procurar a magistrada pessoalmente no fórum.
Depois, passou a enviar mensagens e áudios em tom de ameaça para a juíza, segundo o delegado.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido no bairro Dirceu, na Zona Sudeste da capital. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp O g1 tenta contato com a defesa do preso.
"Ele vem sendo investigado em processos por conta de homofobia e esses processos já estão em trâmite no poder judiciário.
Uma das juízas que está atendendo esse processo está sendo ameaçada, caluniada e perseguida pelo Cassimiro.
Ele foi ao fórum, procurou a juíza, a caluniou e difamou na frente de várias pessoas, questionando a condução do processo.
Além disso, conseguiu o telefone pessoal da juíza através de um boletim de ocorrência e passou a mandar áudios e mensagens com tom ameaçador", iniciou.
"Por conta disso, foi instaurado um novo procedimento, além dos processos de homofobia, um novo inquérito que apura crimes contra a honra e a questão do stalking, tendo como vítima a juíza que apura os casos em que ele é processado", completou o delegado.
Após a prisão, o suspeito se recusou a ser ouvido por uma delegada e afirmou que só prestaria depoimento a um policial homem, segundo a Polícia Civil.
Em seguida, durante o interrogatório conduzido pelo delegado Tales Gomes, o investigado admitiu ter enviado as mensagens à juíza e confirmou que esteve no local onde ela trabalha.
Ao deixar a Delegacia-Geral, Cassimiro falou com a imprensa e alegou que a magistrada "agiu de má fé" com ele.
Após os procedimentos na delegacia, ele será encaminhado ao sistema prisional.
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