Rock Camp Curitiba lança financiamento coletivo para manter sede e fortalecer atuação
O Rock Camp Curitiba lança uma campanha de financiamento coletivo para manter sua sede e ampliar as possibilidades de atuação ao longo do ano.
A organização, que trabalha com meninas, mulheres e dissidentes de gênero, precisa arrecadar R$ 6.322 mensais para custear as despesas do espaço.
Saiba mais notícias no canal do Bem Paraná O lançamento também é uma oportunidade para o Rock Camp reafirmar os princípios que orientam seu trabalho.
Fundamentada no feminismo interseccional, a organização entende que direitos conquistados podem ser ameaçados ou retirados e que defendê-los exige um esforço que não termina nas urnas.
“É impossível acompanhar o que está acontecendo no país sem pensar nas consequências para as pessoas com quem trabalhamos.
Temos esperança de que as escolhas feitas nas eleições não tragam novos retrocessos, mas sabemos que não podemos depender disso.
Nosso compromisso com esses grupos continua, seja qual for o cenário político que encontrarmos pela frente”, afirma Carla Del Valle, coordenadora do Rock Camp Curitiba.
Para a organização, a defesa dos direitos humanos também passa pela criação de oportunidades concretas de participação, aprendizado e convivência, especialmente para quem enfrenta discriminação e dificuldades de acesso a espaços culturais e educativos.
Caixa Cultural Curitiba recebe tributo a Beth Carvalho na próxima semana; veja datas A música é o caminho, não o objetivo final Nas colônias realizadas anualmente, as participantes aprendem a tocar instrumentos, formam bandas, compõem músicas, participam de oficinas e se apresentam em um show de encerramento.
A experiência, porém, vai muito além do aprendizado musical.
Ao longo da semana, campistas são incentivadas a experimentar coisas novas, expressar opiniões, tomar decisões, trabalhar em grupo e perceber que podem ocupar espaços nos quais nem sempre se sentiram representadas.
No Camp de crianças, o projeto também atende participantes em situação de vulnerabilidade social, buscando ampliar o acesso a experiências que, por diferentes razões, nem sempre estão ao alcance dessas crianças e adolescentes.
“A gente usa a música porque ela permite trabalhar muitas coisas ao mesmo tempo.
Quando uma criança entra em uma banda, ela precisa aprender a ouvir, a se posicionar, a confiar nas outras pessoas e também em si mesma.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.