Infantino diz estar aberto a negociações sobre reforma da Fifa
PARIS, 21 Set (Reuters) - O presidente da Fifa, Gianni Infantino, propôs uma análise independente do processo de tomada de decisões da entidade mundial do futebol, em uma iniciativa que poderia ajudá-lo a reconquistar apoio após a retirada de um controverso plano de investimento privado.
“Em primeiro lugar, perguntarei ao Conselho se ele deseja encomendar uma análise externa independente da atual estrutura de governança da Fifa para grandes iniciativas estratégicas e recomendar possíveis melhorias”, escreveu Infantino ao Conselho da Fifa e a todos os 211 presidentes das federações-membro em uma carta à qual a Reuters teve acesso.
Ele também afirmou que proporia consultas com confederações, federações-membro e outras partes interessadas sobre o fortalecimento do processo decisório da Fifa.
As propostas examinariam quem tem voz ativa nas principais iniciativas, incluindo os respectivos papéis do presidente, da diretoria executiva, do conselho e do congresso, e como melhorar a transparência e a prestação de contas.
Infantino enfrentou uma reação violenta em relação à sua proposta de vender uma participação de 20% nos direitos comerciais da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, a investidores privados. O plano foi abandonado em julho após oposição e ameaças de boicote, com a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf posteriormente exigindo mudanças na liderança da Fifa.
Seus oponentes têm enfrentado dificuldades para encontrar um candidato que desafie Infantino, que concorrerá à reeleição em março, em Rabat. Fontes a par das discussões disseram à Reuters neste mês que ele ainda contava com votos suficientes para vencer, o que levou os oponentes a se concentrarem em restringir seus poderes.
Infantino disse que o plano abandonado havia explorado a possibilidade de que a venda de uma participação minoritária em uma empresa comercial controlada pela Fifa pudesse arrecadar mais recursos para o desenvolvimento do futebol. Isso não teria envolvido abrir mão do controle sobre as decisões esportivas, afirmou ele.
Mas a proposta veio a público antes que pudesse ser apresentada na íntegra ao Conselho e às federações-membro, segundo Infantino.
“Reconheço que, sem o contexto completo, isso causou preocupação e criou a impressão de que as decisões já haviam sido tomadas. Mas não foram”, escreveu ele na carta enviada nesta segunda-feira.
“Aquilo continuava sendo uma proposta, não uma decisão, e estava sempre sujeita às aprovações necessárias do conselho e das federações-membro. Agora ela foi retirada e não seguirá adiante.”
Infantino disse ter ouvido opiniões divergentes sobre quem deveria decidir questões estratégicas importantes. Alguns defendiam a exigência de consenso unânime na diretoria-executiva, enquanto outros queriam que tais assuntos fossem levados diretamente ao congresso e às associações-membro.
“Meu papel não é pré-julgar essa discussão.
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