Folhas murchas e raízes danificadas? Veja como o clima pode afetar as plantas
Especialista explica como as plantas reagem às mudanças do clima e orienta sobre a adaptação dos cuidados em diferentes condições
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Alterações repentinas de temperatura, excesso de umidade ou condições climáticas que se prolongam por vários dias podem afetar o desenvolvimento das plantas. Por isso, alguns cuidados ajudam a mantê-las saudáveis durante esses períodos.
“A mudança e o extremo de temperatura estressam as plantas porque não dá tempo de elas se organizarem, metabolicamente falando”, explica o paisagista e botânico Alexandre Galhego. Por isso, mais do que ter uma rotina fixa de rega, adubação e manutenção, o cuidado também passa por observar o que está acontecendo com o jardim e entender quando é hora de mudar a estratégia. Abaixo, confira como as plantas reagem às mudanças do clima e saiba como adaptar os cuidados!
Apesar de estarmos acostumados a associar água à saúde das plantas, existe um limite para tanto. Quando chove durante vários dias e a água não consegue escoar, o excesso pode se tornar mais prejudicial do que a falta.
Para o paisagista, a drenagem deve ser considerada desde a implantação do jardim ou durante uma eventual reforma. Isso porque as características do solo interferem diretamente no escoamento da água. Em terrenos com pouca drenagem, a chuva pode permanecer acumulada durante dias e comprometer a aeração das raízes.
Para isso, a cobertura morta pode ajudar a lidar com os extremos. Alexandre Galhego indica grama picada, folhas e outros restos vegetais em decomposição que podem ser colocados sobre o solo e contribuem para conservar a umidade e proteger as raízes.
A prática, porém, não substitui uma irrigação adequada nem resolve problemas de drenagem, e sim funciona como um recurso complementar, especialmente quando o período de chuva é seguido por dias secos e quentes.
Se o clima está cada vez mais marcado por extremos, preparar o jardim para enfrentar essas mudanças começa antes mesmo do plantio. Segundo Alexandre Galhego, a escolha das espécies tem papel importante nesse processo, especialmente quando são priorizadas plantas nativas da região, naturalmente adaptadas às condições locais.
São espécies que já estão adaptadas às condições climáticas, ao regime de chuvas e às características daquele ambiente. “A priorização das espécies nativas vem muito ao encontro porque são espécies mais adaptadas tanto ao clima como ao regime hídrico, que já faz parte do clima, como à praga. Então são plantas que têm uma resiliência natural embutida”, afirma.
Todavia, a diversidade também conta. Um jardim formado por diferentes espécies e portes consegue criar relações entre as plantas, inclusive com espécies maiores oferecendo sombra para outras menores. Já a monocultura, quando o espaço concentra uma única espécie, pode deixar todo o conjunto mais vulnerável. Se aquela planta sofrer com determinada condição climática ou com uma praga, o impacto pode atingir todo o jardim.
Por isso, o paisagista reforça que não existe uma receita única para qualquer espaço.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.