Auditor-fiscal do Aeroporto de Fortaleza é denunciado por comandar grupo criminoso suspeito de fraudes em importações
Suspeito de comandar grupo criminoso estava lotado no Aeroporto de Fortaleza.
Agência Diário Um auditor-fiscal da Receita Federal do Brasil, lotado no gabinete da inspetoria do Aeroporto de Fortaleza, está sendo denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por interferir irregularmente em despachos aduaneiros e fornecer, em troca de vantagens, informações e orientações sigilosas sobre comércio exterior.
O auditor teria recebido cerca de R$ 6,8 milhões no esquema.
Ele é apontado como comandante de uma organização criminosa suspeita de fraudes em operações de importação.
Ao todo, o MPF realizou duas denúncias envolvendo 19 pessoas (11 em uma e 8 na outra).
O órgão não divulgou a identidade de nenhum dos envolvidos.
LEIA TAMBÉM: Casal preso por desvio de R$ 1 milhão de clientes de banco no Ceará mirava idosos Suspeita de morte de policial carbonizado é investigada por vender contas falsas em app Em nota, a Receita Federal do Brasil disse que o servidor denunciado pelo MPF foi afastado de suas funções "na própria data de deflagração da operação, em conformidade com as medidas cabíveis no âmbito administrativo".
Durante a apuração do caso, o órgão assegurou o bloqueio de mais de R$ 26 milhões em contas bancárias de empresas e pessoas físicas envolvidas nas atividades criminosas, além da apreensão de veículos importados e de uma embarcação de luxo.
A denúncia é desdobramento da Operação Snooker, realizada em conjunto com a Corregedoria da Receita Federal, que visa desarticular um esquema criminoso de corrupção, descaminho e lavagem de dinheiro relacionado a importações irregulares.
No ano passado, a operação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão contra 22 alvos nas cidades de Fortaleza, Aquiraz, Maranguape e Maracanaú, no Ceará; além do município de Salvador, na Bahia.
Relembre: Empresários e funcionários da Receita são alvos de operação por fraudes em importações Entenda como atuava o grupo criminoso Ministério Público Federal denunciou suspeitos de fraudes em importações.
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF Segundo as investigações, o grupo era hierarquizado e dividido em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar.
As tarefas eram divididas entre um agente público, empresários do setor de importação e pessoas responsáveis por movimentar e ocultar os recursos ilícitos.
No centro do esquema está o auditor-fiscal da Receita Federal.
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