Meta aposta em agente Muse e novos óculos com IA para ampliar uso da tecnologia
A Meta ( M1TA34 ) está reforçando a aposta em um agente de inteligência artificial (IA) voltado ao consumidor e em dispositivos vestíveis com IA, num momento em que o CEO Mark Zuckerberg reconheceu ser um “momento maluco para estar construindo”.
Na conferência anual Connect, na quarta-feira, 23, Zuckerberg disse que “não é segredo que as pessoas do setor têm uma ampla variedade de opiniões sobre como o futuro vai se desenrolar”, mas afirmou que a Meta é otimista “porque acreditamos nas pessoas”.
Zuckerberg e a Meta têm se afastado dos recentes apelos de empresas rivais por uma desaceleração coordenada no desenvolvimento de IA avançada.
Segundo ele, laboratórios individuais podem e devem garantir a segurança de suas tecnologias.
“Acreditamos que a melhor maneira de criar um futuro positivo para todos é colocar poder nas mãos das pessoas”, disse.
Para Zuckerberg, o propósito mais elevado da superinteligência está na criação e na invenção, e um futuro seguro depende de distribuir amplamente a tecnologia, com “controles e contrapesos”, em vez de concentrá-la nas mãos de poucos.
O executivo afirma há tempos acreditar que dispositivos vestíveis com IA acabarão substituindo os smartphones como principal forma de interação com a tecnologia.
Na Connect, a Meta anunciou atualizações para óculos inteligentes e dispositivos de realidade virtual, controlados por voz, olhos e movimentos das mãos e dos dedos.
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Diferentemente de chatbots, agentes podem agir e executar tarefas em nome do usuário.
Alexandr Wang, diretor de IA da Meta, disse que a empresa quer tornar esses agentes mais acessíveis e levar “superinteligência pessoal” a todos.
O Muse poderá manter conversas de voz e videochamadas em tempo real e ser personalizado em aparência e voz.
Também poderá planejar viagens, fazer reservas, pedir compras de supermercado e realizar outras tarefas.
Para isso, a Meta fechou parcerias com empresas como OpenTable, Spotify e Ticketmaster.
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