Super El Niño “sem precedentes”: ONU alerta para pico do fenômeno no final do ano
O fenômeno El Niño pode atingir seu pico no final deste ano, se tornando um evento climático de intensidade “sem precedentes” , segundo alerta da ONU (Organização das Nações Unidas) publicado nesta quarta-feira (21).
A secretária-geral da OMM (Organização Meteorológica Mundial), Celeste Saulo, disse em coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, que o fenômeno atingirá o pico no final de 2026, mas seus impactos serão sentidos muito tempo depois disso.
Segundo ela, eventos climáticos extremos que já estão acontecendo devem “se multiplicar e se espalhar” com a intensificação do El Niño.
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Problemas humanitários Também estava presente na coletiva de imprena o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher.
Ele afirma que este El Niño será “colossal, com uma força destrutiva avassaladora” e que vai trazer calor extremo, secas e inundações em várias partes do mundo, causando “ consequências humanitárias de grande escala ”.
O cenário atual é marcado por conflitos generalizados, onde muitas populações já precisaram se deslocar, preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos dispararam, com cortes na ajuda humanitária.
Tom afirmou que os danos não ficarão restritos apenas aos países que estão na trajetória imediata deste El Niño , mas que podem haver choques na economia global e impulsionamento de novos conflitos, deslocamentos populacionais e migrações.
O que está sendo feito? Segundo o chefe de Ajuda Humanitária, o avanço da tecnologia, registrado desde o último El Niño, precisa ser usado para garantir resiliência às comunidades vulneráveis.
O Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários) liberou mais de US$ 50 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências para ajudar 11 países que estão na linha de frente, incluindo Chade, El Salvador, Etiópia, Somália e Sudão do Sul.
Celeste afirmou que condições climáticas extremas não precisam se traduzir em emergências humanitárias ou em vítimas, e que a prioridade é fornecer informações comprovadas para ajudar governos e organizações humanitárias a antecipar riscos, preparar operações e proteger populações vulneráveis.
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