Nascidos de 26 semanas, gêmeos só podiam ser tocados por buracos no vidro — até o pai testar uma incubadora de ficção científica no próprio colo
O nascimento de um bebê prematuro extremo impõe uma barreira dolorosa para as famílias nas UTI (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais: a limitação do toque físico.
Quando os gêmeos Silas e Simone nasceram com apenas 26 semanas de gestação, em 7 de agosto, no Children’s Memorial Hermann Hospital, no Texas, Estados Unidos, o destino imediato foi a incubadora tradicional.
Diante do vidro protetor, os pais só podiam tocar os recém-nascidos pelas pequenas aberturas laterais do equipamento.
A mãe das crianças, a médica obstetra Tiffany Ikwuagwu, relatou a angústia de acompanhar a rotina sem poder acolher os filhos no colo.
A distância forçada pela fragilidade da saúde dos bebês, no entanto, foi encurtada dez dias após o parto graças a um equipamento experimental chamado Skincubator , descrito por Tiffany como um dispositivo que até parecia “ de ficção científica “.
Leia Mais Ela passou a vida toda tentando ter um filho e conseguiu aos 72 anos: conheça a história da mãe de primeira viagem mais velha do mundo Sahara Ray teve filha meses antes de morrer e último post foi com ela; veja Atriz de "Malhação", Caroline Dallarosa, dá à luz primeira filha; veja ‘Parecia ficção científica’: a estreia de um pai nos EUA O marido de Tiffany, Dorian Ojemen, tornou-se o primeiro pai nos Estados Unidos a utilizar a tecnologia em um ensaio clínico.
A experiência de segurar os filhos diretamente sobre o peito, ouvir a respiração e encará-los de perto trouxe o alívio do vínculo paternal imediato.
Dorian ressaltou que, mesmo não tendo carregado os bebês na barriga, a inovação permitiu sua participação ativa na equipe de bem-estar dos gêmeos.
O estudo pioneiro no hospital norte-americano é conduzido pela médica Jaclyn Ruggiero .
Para famílias em situação de prematuridade extrema, a oportunidade de realizar o contato pele a pele de forma segura representa uma transformação na assistência psicológica e física durante a internação hospitalar.
Como funciona o ‘casulo portátil’ seguro para a UTI Diferente das incubadoras fixas convencionais, o Skincubator funciona como uma estrutura portátil e vestível que se acomoda no colo dos pais.
O bebê é transferido temporariamente para esse casulo móvel, que reproduz rigorosamente o controle de temperatura e mantém níveis altíssimos de umidade para evitar a hipotermia, além de permitir a manutenção de todos os equipamentos de suporte à vida acoplados ao recém-nascido.
Essa arquitetura médica resolve um dos principais entraves do ambiente intensivo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.