Defesa pede apuração de jurado que quis condenar mulher por matar os filhos
A defesa de Lindsay Clancy pede que a Justiça de Massachusetts investigue o único jurado que defendia condená-la pelas mortes de seus três filhos. O pedido foi revelado pela NBC News.
O advogado Kevin Reddington questiona a conduta do jurado Michael Desronvil durante as deliberações. Ele alega que Desronvil pode ter usado um celular e dado informações falsas em questionários e ao juiz.
Reddington pediu registros de chamadas e mensagens enviadas por Desronvil entre 8h e 16h30 nos dias de deliberação. O uso de celular por jurados durante essa etapa é proibido em Massachusetts.
Desronvil não é acusado de irregularidade por seu trabalho no júri, mas outros jurados disseram que ele se mostrou inflexível. Em declaração divulgada por seu advogado, ele disse que "não teve dúvidas" sobre sua posição.
O juiz anulou o julgamento em 4 de setembro, após os jurados informarem que não chegariam a uma decisão unânime. Onze dos 12 jurados consideravam que Clancy não deveria ser responsabilizada criminalmente.
A maioria avaliou que Clancy estava em psicose pós-parto quando estrangulou os filhos. Desronvil concordou com a acusação, que sustentou que ela sabia o que fazia.
Outro advogado de Clancy, Martin Weinberg, pediu o encerramento do processo em vez de um novo julgamento. Ele afirma que o juiz poderia ter substituído Desronvil por um jurado suplente antes de anular o caso.
Clancy continua acusada de assassinato e está internada em um hospital psiquiátrico até a definição do processo. A promotoria do condado de Plymouth ainda não informou se tentará levá-la a julgamento novamente.
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