Mudança nos plantões da saúde mobiliza servidores e chega à Câmara
Servidores da saúde de Salvador que trabalham em unidades com atendimento e plantão de 24 horas farão uma assembleia na próxima terça-feira, 18, para discutir as mudanças nas jornadas de trabalho previstas na Portaria nº 277/2026, publicada pela prefeitura em julho.A reunião, conforme informado pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), será realizada a partir das 8h, em frente à Secretaria Municipal da Saúde (SMS), no Comércio.Quem pode participar da assembleia?A convocação inclui servidores que atuam em serviços de urgência, emergência e atenção especializada com plantão de 24 horas, como:Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu);Unidades de Pronto Atendimento (UPAs);Pronto Atendimento Psiquiátrico;Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);Residências Terapêuticas.O que mudou na jornada?A Portaria nº 277/2026 muda a forma como os plantões dos servidores da saúde são organizados.
A principal alteração é a substituição dos plantões de 24 horas por jornadas de 12 horas.
A mudança é contestada pelos trabalhadores e entidades sindicais, que afirmam que a nova regra foi adotada sem discussão prévia com as categorias afetadas.Os servidores também questionam os efeitos da nova escala na rotina de trabalho.
Entre as preocupações estão o aumento da quantidade de trocas de plantão e a dificuldade para organizar as equipes.
Leia Também: ACESSO Salvador amplia atendimento na saúde com reforço de 530 servidores COPA DO MUNDO Bahia define compensação de horas para servidores após jogo do Brasil ACAJUTIBA Ex-prefeito é denunciado por suspeita de servidores fantasmas Reclamações chegaram à CâmaraA mudança na jornada também provocou reação na Câmara Municipal de Salvador.
No fim de julho, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) encaminhou um ofício ao secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves, solicitando a revogação da portaria.No documento, a vereadora também pediu a abertura de diálogo entre a prefeitura, os trabalhadores e as entidades que representam as categorias.Segundo Aladilce, “a jornada de 24 horas é adotada há 21 anos e qualquer alteração precisa ser amplamente discutida”.Impactos na saúde dos trabalhadoresA parlamentar pontuou ainda que a alteração da escala, sem planejamento e diálogo com os profissionais, pode provocar sobrecarga de trabalho e adoecimento dos servidores, além de afetar a organização das equipes.A avaliação é que esses efeitos podem ultrapassar a rotina dos trabalhadores e comprometer a qualidade e a continuidade do atendimento oferecido à população.
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