Estudo: Valor do dia de jogo passa pelo entorno do estádio, não só pelo preço do ingresso
O valor que o torcedor atribui ao dia de jogo pode estar ligado ao que existe ao redor do estádio, além do preço do ingresso.
É o que sugerem os dados de um relatório do Gensler Research Institute, em que atividades para a família e a identidade local do entorno aparecem entre os fatores que mais aumentam a disposição de comprar ingressos.
Os números fazem parte do relatório “The Fandom Effect: Sports Urbanism 2026”, realizado pelo instituto de pesquisa do escritório de arquitetura e design Gensler, em parceria com a consultora Oxford Economics e a empresa de análise de dados Roar, da Seregh.
A pesquisa foi feita entre abril e junho de 2026, antes da Copa do Mundo, com 5.858 pessoas de 17 mercados dos Estados Unidos e do Canadá, em uma amostra de painel on-line.
Entre as qualidades do entorno testadas, atividades para a família foram a que mais aumentou a disposição de comprar ingressos, com 57% dos respondentes afirmando que ficariam mais propensos, à frente de forte identidade local (54%), presença de um complexo de entretenimento (53%) e vendedores e feiras informais em dias de evento (52%).
Só 39% dos que visitaram um local recentemente disseram que o entorno oferecia atividades para a família.
O relatório chega a esses dados em um momento em que, só na América do Norte, 37 times de grandes ligas anunciaram, nos últimos dois anos, que desenvolveriam distritos esportivos de uso misto.
Segundo o relatório, quem não visitou um local no último ano aceita visitar o distrito mesmo sem comprar ingresso quando há atrações para a família.
Entre os respondentes, os maiores atrativos em dias sem jogo são festivais de comida (42%) e eventos sazonais (37%).
LEIA MAIS: Esporte tem potencial de receita ao redor de estádios, mas vê lacuna na experiência do torcedor Preço O pano de fundo é uma percepção generalizada de preço alto.
Para 85% dos respondentes, os custos dos ingressos de estádios e arenas tornaram-se proibitivos para eles nos últimos 12 meses.
O índice é de 85% entre quem vive ou trabalha perto dos estádios e 84% entre quem não vive e não trabalha próximo, de 84% entre pessoas com filhos e 85% entre pessoas sem filhos, e vai de 78% entre quem raramente acompanha esportes a 86% entre fãs assíduos e fanáticos.
Entre os respondentes da Geração Z, também é de 86%.
Para o relatório, os preços altos dificultam alcançar novos públicos e trazem o risco de afastar os torcedores que mais comparecem aos eventos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em maquinadoesporte.com.br — o conteúdo pertence a Máquina do Esporte.