Em meio a incêndios no sul do Líbano, moradores acusam Israel de queimadas deliberadas
Enquanto o Exército israelense continua realizando ataques diários no sul do Líbano – os bombardeios do fim de semana deixaram 11 mortos, entre eles crianças –, a região também vem sendo devastada por numerosos incêndios.
Moradores, ONGs e integrantes da Defesa Civil acusam Israel de ser responsável pelas queimadas e de adotar uma estratégia de destruição sistemática.
No início desta semana, o Exército israelense bombardeou cerca de dez localidades, na segunda-feira (17/08), entre elas o vilarejo de Kfar Remmane, nos arredores de Nabatiyeh. Os ataques provocaram grandes incêndios, registrados pela ONG ambiental Green Southerners e por vários veículos de comunicação locais.
O vilarejo fronteiriço de Yaroun também foi atingido por grandes incêndios há algumas semanas. Segundo moradores, o Exército israelense teria provocado deliberadamente as queimadas depois de destruir praticamente toda a localidade: casas, locais de culto e sítios arqueológicos.
O prefeito, Hafez Ghasham, acompanha a situação por imagens de satélite. Segundo ele, não restou praticamente nada. As árvores que haviam sobrevivido foram queimadas, incluindo oliveiras e árvores frutíferas. Para o prefeito, a destruição busca transformar a região em uma terra “imprópria para a vida”, apagando os vestígios da população que vivia ali.
Segundo Hussein Fakih, chefe da Defesa Civil de Nabatiyeh, 90% dos incêndios são provocados pelo Exército israelense. Em áreas ocupadas, as equipes de emergência precisam obter autorização do mecanismo responsável pela supervisão do cessar-fogo – e, portanto, da própria parte israelense – para poder atuar.
Essa autorização, segundo Fakih, às vezes não é concedida ou demora várias horas, quando o fogo já se espalhou. Mesmo quando conseguem chegar ao local, os bombeiros podem ser obrigados a abandonar a área por causa de novos ataques.
“Às vezes ocorrem bombardeios em áreas próximas aos bombeiros para obrigá-los a deixar o local e impedir que avancem”, denunciou. Segundo ele, também são registrados disparos e lançamento de bombas sonoras nas proximidades das equipes de emergência.
Em Kfarchouba, vilarejo de maioria sunita situado oficialmente na fronteira da área ocupada, moradores relataram um incêndio de grande intensidade que atingiu a parte norte da localidade no início do mês. Vários hectares de carvalhos foram destruídos depois que munições israelenses teriam provocado as queimadas.
Os moradores também denunciam a destruição de terras agrícolas. A agricultora Ferial Abdel Aal afirma que possuía uma área com 120 oliveiras, todas arrancadas durante o conflito.
“Com esta guerra, que já dura um ano e meio, eu tinha uma parcela de terra onde havia 120 oliveiras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.