Irã acusa Trump de ‘terrorismo econômico’ após ofensiva comercial
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, descreveu, nesta quinta-feira (20/08), o chamado “Dia D econômico” como uma manobra para desviar a atenção da crise que, segundo ele, os EUA estão atravessando , marcada por dívidas sem precedentes e custos de juros crescentes.
“Insistir em políticas fracassadas só trará mais derrotas e a inimizade do povo iraniano”, alertou Araghchi. Ele também denunciou o “terrorismo econômico” dos EUA como uma ameaça não apenas ao Irã, mas também à economia global e à soberania de outros países.
The so-called “Economic D-Day” is a diversion from America’s own crisis: unprecedented debt & surging interest costs.
Doubling down on failed policies will only bring further defeat—and enmity of Iranians. US economic terrorism threatens global economy and sovereignty worldwide pic.twitter.com/Qj5SzVBjvX
Além disso, o presidente dos EUA afirmou que qualquer nação cujas instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais ajudem o Irã a burlar as sanções enfrentará “enormes consequências econômicas”.
“Contrabando de petróleo, linhas de troca, transferências de dinheiro, casas de câmbio, registros de navios, empresas de fachada — tudo isso precisa parar AGORA”, escreveu Trump no Truth Social. “Vocês sabem quem são”.
Após as ameaças do chefe da Casa Branca, os preços do petróleo subiram mais de 2% . O petróleo bruto global subiu para quase US$ 94 o barril nesta quinta-feira, sendo seu nível mais alto desde o final de julho. Os contratos futuros do WTI, a referência dos EUA, subiram 2,5%, para US$ 86.
As tensões aumentaram esta semana depois que o prazo para Washington e Teerã negociarem um acordo de paz expirou formalmente na segunda-feira (17/08).
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