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Policial e marido são denunciados pelo Ministério Público por morte de soldado carbonizado

G1 Ceará ·
Policial e marido são denunciados pelo Ministério Público por morte de soldado carbonizado

Na madrugada do crime, vídeos mostram movimentações dos carros de soldado morto e suspeito A policial militar Júlia Natália Girão e o marido dela, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), nesta sexta-feira (28), pelo assassinado do soldado Raphael Sampaio de Silva, encontrado baleado e carbonizado em um carro na Grande Fortaleza.

O g1 apurou que o casal foi acusado pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), destruição de cadáver e fraude processual.

Júlia e Antoneudo seguem presos. ✅ Clique e siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp O crime aconteceu em 11 de agosto, após Raphael Sampaio, de 27 anos, sair do serviço acompanhado de Júlia, que era sua colega de equipe e havia trabalhado com ele no plantão.

Horas após a localização do corpo do soldado em Itaitinga, Júlia Natália e o marido foram presos.

O inquérito da Polícia Civil afirma que o assassinato de Raphael teve motivação passional, visto que ele e a policial militar Júlia Natália mantinham um relacionamento extraconjugal.

Isso teria feito com que Antoneudo atirasse no soldado e, posteriormente, incendiasse o corpo dele.

Policial e marido são denunciados pelo Ministério Público por morte de soldado carbonizado.

Reprodução Soltura negada O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou, na última terça-feira (25), o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa da policial militar Júlia Natália Girão.

Na solicitação, o advogado Walmir Medeiros alegou que não havia mais razões para manter a cliente presa, que não havia indícios o suficiente do crime e que ela poderia responder ao processo em liberdade, uma vez que o relatório final da Polícia Civil já foi concluído.

A defesa também destacou que Júlia é mãe de uma menina de 4 anos de idade, que precisaria de cuidados maternos.

Com base nisso, a defesa requereu a revogação da prisão preventiva e, também como espécie de alternativa, solicitou a substituição desta pela prisão domiciliar.

Os dois pedidos foram negados pela desembargadora Andréa Mendes Bezerra Delfino.

Na decisão, a magistrada destacou que as provas reunidas até agora demonstram que Júlia Natália teve um comportamento grave, "que não se limitou à subtração da vida da vítima, mas envolveu, segundo os indícios colhidos, a destruição do cadáver e a aparente criação de circunstâncias artificiais destinadas a afastar suspeitas sobre os envolvidos".

Quanto ao pedido de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar, devido ao fato dela ser mãe de uma criança com menos de 12 anos de idade, a magistrada destacou que aplicação da norma não é automática e se torna inaplicável nos casos de crimes praticados com violência.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.

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