Vender só não basta: Os dilemas da CSN (CSNA3) em meio às dívidas bilionárias
A missão do recém anunciado Fabio Schvartsman à frente da CSN ( CSNA3 ) parece clara: vender ativos, reduzir a dívida e colocar a alavancagem da companhia em uma trajetória sustentável.
O problema é que a equação não é tão simples.
A CSN possui ativos valiosos e segmentáveis, mas alguns deles estão justamente entre os melhores negócios do grupo.
Vender significa reduzir a dívida no curto prazo, mas também pode diminuir a capacidade de geração de caixa no futuro.
É o dilema que o novo CEO terá de enfrentar.
Vende-se No radar, a galinha dos ovos de ouro é a CSN Cimentos.
A chinesa Huaxin avançou como favorita para a aquisição, de acordo com o colunista Lauro Jardim, após concluir a formação de um consórcio de bancos internacionais para financiar a potencial operação, avaliada em R$ 11 bilhões.
A venda faria parte do esforço da CSN para reduzir sua alavancagem.
A coluna afirma ainda que outra decisão pendente de Schvartsman é a venda de ativos siderúrgicos da CSN na Alemanha, operação que pode resultar em um ganho de R$ 1,5 bilhão.
Daniel Utsh, da Nero Capital, lembra que a CSN, apesar de muito alavancada, possui ativos que podem ser vendidos separadamente.
“Você não pode vender meia planta de papel e celulose, mas ela pode vender participação no negócio de mineração, no negócio de cimentos, essa siderúrgica na Alemanha.
Então, ela tem ativos vendáveis.” Ainda segundo ele, o mercado pode não estar no melhor momento para uma venda, mas existem compradores, preços e alternativas para desalavancar a companhia.
“Uma das grandes barreiras sempre foi vista como essa postura do Benjamin, que não desalavanca de jeito nenhum.
Sempre fica otimista e crédulo de que as coisas vão melhorar e acaba gerando esse desconforto”, completa.
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