Moderna e Merck anunciam avanço de vacina personalizada contra o câncer de pele
A vacina de mRNA da Moderna, associada à imunoterapia Keytruda, da Merck, apresentou bons resultados em um ensaio clínico de fase avançada para o tratamento do câncer de pele, anunciaram as duas empresas nesta quarta-feira (19). A notícia fez as ações da fabricante de vacinas dispararem 60% nas negociações antes da abertura do mercado.
O estudo ainda está em andamento, mas os resultados preliminares mostraram que o tratamento, chamado Intismeran, atingiu tanto seu objetivo principal, de reduzir a recorrência do câncer, quanto o objetivo secundário, que consiste em impedir que a doença se espalhe para outras partes do corpo.
A Moderna vem diversificando seu portfólio para além de sua vacina contra a Covid-19 . Recentemente, a empresa adicionou ao portfólio uma vacina contra a gripe aprovada pela FDA ( agência federal de saúde pública dos EUA), enquanto desenvolve vacinas experimentais contra doenças como norovírus e doença de Lyme.
Analistas haviam destacado que os dados sobre a vacina contra o câncer poderiam representar um importante catalisador para a empresa e potencialmente aumentar a confiança dos investidores. No mês passado, analistas do banco multinacional britânico Barclays disseram esperar que o tratamento gere cerca de US$ 3 bilhões no tratamento do melanoma até 2035.
As ações da Moderna eram negociadas a US$ 103,60, enquanto as da Merck subiam 7,5% antes da abertura da Bolsa.
O tratamento contra o câncer combina o Keytruda, da Merck, com uma vacina personalizada de mRNA da Moderna, desenvolvida a partir da análise das mutações identificadas nos próprios tumores dos pacientes.
O ensaio recrutou 1.137 pacientes de alto risco com melanoma em estágios IIB a IV (que indicam risco elevado de recidiva), que haviam sido submetidos à remoção cirúrgica dos tumores.
Os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber até nove doses de Keytruda associadas à vacina personalizada ou apenas Keytruda, durante aproximadamente um ano. As empresas informaram que nenhum novo padrão inesperado de efeitos adversos que levantasse uma preocupação de segurança em relação ao tratamento foi identificado durante o estudo.
Em janeiro, as duas farmacêuticas anunciaram os resultados de um ensaio de fase intermediária sobre o tratamento, que mostraram uma redução de 49% no risco de recorrência da doença ou morte após cinco anos.
As empresas afirmaram que apresentarão os resultados em um próximo congresso médico e os encaminharão às autoridades regulatórias.
O melanoma é a forma mais letal de câncer de pele. Em 2023, mais de 1,5 milhão de pessoas viviam com melanoma nos Estados Unidos, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.