Ações da Moderna disparam 90% após vacina personalizada contra câncer ter resultado positivo em teste
Moderna anuncia resultado preliminar de sucesso de vacina contra o câncer Reuters As ações da Moderna dispararam 90% no pré-mercado nesta quarta-feira (19) após a empresa anunciar resultados positivos de uma terapia personalizada contra o melanoma, um tipo de câncer de pele.
Desenvolvido em parceria com a Merck, o tratamento usa tecnologia de mRNA para ajudar o sistema imunológico a identificar e combater células do tumor. ➡️ Chamada de intismeran autogene, a vacina é diferente das usadas para prevenir doenças infecciosas: em vez de proteger contra o câncer antes que ele apareça, ela é fabricada sob medida para tratar um tumor que já existe, a partir das mutações genéticas específicas daquele paciente.
No estudo, ela foi testada em combinação com o Keytruda (pembrolizumabe), imunoterápico da Merck já usado no tratamento do melanoma -- um tipo agressivo de câncer de pele.
De acordo com a empresa, o tratamento atingiu os dois principais objetivos: Prolongar significativamente o tempo de sobrevida dos pacientes sem recidiva do melanoma, em comparação com o tratamento apenas com Keytruda.
Além de reduzir o risco de disseminação do câncer para outras partes do corpo.
A vacina, chamada intismeran autogene, foi testada em pacientes com melanoma — a forma mais letal de câncer de pele — que haviam passado por cirurgia para retirada completa do tumor, mas ainda corriam risco de a doença voltar.
Pacientes que receberam os dois tratamentos juntos tiveram menos recorrências da doença e menos casos de metástase à distância do que os tratados apenas com Keytruda.
Brasil registra patente de vacinas feitas de mRNA Como funciona a vacina Diferentemente das vacinas usadas para prevenir doenças infecciosas, a intismeran não protege contra o câncer antes que ele apareça: ela é fabricada sob medida para tratar um tumor que já existe, a partir das mutações genéticas específicas de cada paciente.
E como isso acontece? Uma amostra do tumor é sequenciada para identificar essas mutações — uma espécie de "impressão digital" molecular daquele câncer.
A partir daí, é produzida uma molécula de mRNA capaz de codificar até 34 alvos (neoantígenos) presentes só naquele tumor.
Injetada no paciente, ela ensina o sistema imunológico a reconhecer essas mutações e atacar as células que as carregam.
O Keytruda age de outra forma: bloqueia uma proteína (PD-1) que os tumores usam para escapar da vigilância do sistema imune, permitindo que os linfócitos T ajam com mais eficiência.
A combinação busca unir os dois mecanismos — um aponta o alvo, o outro remove o freio da resposta imune.
O que o estudo descobriu? O estudo atual incluiu 1.137 pacientes com melanoma cutâneo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Economia.